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Cidade do México, 03 - A Nicarágua não deve retomar as exportações de etanol em qualquer escala significativa até a colheita da safra 2010/11, que começa em novembro, informou na sexta-feira uma importante produtora do biocombustível. Segundo um gerente sênior de uma usina da Nicarágua Sugar Estates, os embarques do biocombustível foram interrompidos neste ano para suprir a demanda mexicana por açúcar.

Cidade do México, 03 - A Nicarágua não deve retomar as exportações de etanol em qualquer escala significativa até a colheita da safra 2010/11, que começa em novembro, informou na sexta-feira uma importante produtora do biocombustível. Segundo um gerente sênior de uma usina da Nicarágua Sugar Estates, os embarques do biocombustível foram interrompidos neste ano para suprir a demanda mexicana por açúcar. O Ministério de Economia do México emitiu uma série de cotas de importação desde agosto, após duas safras decepcionantes consecutivas provocarem um déficit que conduziu os preços para máximas históricas. A Nicarágua responde por 10% de todas as cotas mexicanas e exportou quase 75 mil toneladas para o país através das licenças emitidas em 2009. Em fevereiro, a Nicarágua recebeu uma cota adicional de 20 mil toneladas a serem embarcadas até 30 de junho. "Nós, como todas as outras usinas na Nicarágua, estamos usando toda a cana-de-açúcar que temos para produzir o açúcar necessário para atender à cota do México", disse o gerente. "Eu não acho realista esperar que haverá mais exportações de etanol até o início da próxima colheita, já que os embarques para o México continuam", acrescentou a fonte. O Centro de Estatísticas de Exportação (Cetrex) informou, no começo desta semana, que os embarques de etanol cessaram no primeiro trimestre, ante 33,232 milhões de litros exportados no mesmo período de 2009. A Nicaragua Sugar Estates, uma das maiores produtoras de açúcar e etanol do país, integra o Grupo Pellas. Anteriormente, o conglomerado anunciou planos de elevar as exportações do biocombustível para 100 milhões de litros até 2010, em comparação com 18 milhões de litros em 2007. A companhia produziu o primeiro lote comercial de etanol em 2006. Os embarques de etanol da Nicarágua saltaram 45% em 2009, somando 56,04 milhões de litros, ante 38,54 milhões de litros em 2008, de acordo com o Cetrex. As informações são da Dow Jones.

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