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New York Times recebe aporte de US$ 250 milhões de Slim

O grupo americano The New York Times vai receber um aporte de US$ 250 milhões do bilionário mexicano Carlos Slim - o segundo homem mais rico do mundo, segundo a revista Forbes. Pelo acordo, anunciado ontem, Slim receberá papéis conversíveis em ações do grupo.

Agência Estado |

Esses papéis, com vencimento em seis anos, embutem ainda uma taxa de juros anual de 14%. sendo 11% pagos em dinheiro e 3% em bônus adicionais.

Com a operação, Slim, que já é dono de 6,9% das ações do New York Times, chegará a uma participação de 17%. Isso fará dele um dos maiores acionistas do grupo, atrás apenas da família Ochs-Sulzberger, que controla o jornal há mais de 100 anos. O investimento é feito num momento crítico para o grupo de mídia. A empresa, que é proprietária do jornal The New York Times e também do Boston Globe, além de outros jornais regionais, enfrenta dificuldades para pagar dívidas de mais de US$ 1,1 bilhão com vencimento nos próximos anos, enquanto a receita proveniente da publicidade se deteriora.

O Times dispõe de US$ 46 milhões em dinheiro, mas enfrenta o fechamento, programado para maio, de uma linha de crédito de US$ 400 milhões. A empresa está tentando se desfazer da participação na holding que controla a equipe de beisebol Boston Red Socks, e pode também vender outras propriedades.

Slim, dono de um patrimônio avaliado em US$ 60 bilhões, não revelou seu objetivo em relação ao Times. Um dos seus porta-vozes se recusou no domingo a responder às perguntas, que incluíam a possibilidade de Slim comprar o Times.

O grupo New York Times, junto com outras editoras, viu seus negócios ameaçados por um agudo declínio na receita da publicidade. Parte do problema vem da mudança fundamental observada nos hábitos de leitura das pessoas. Um número cada vez maior procura as notícias na internet. E a crise financeira mundial, além disso, acentuou a queda verificada na receita publicitária.

O diretor financeiro do Times, James Follo, disse que o interesse de Slim é puramente financeiro, ecoando um pronunciamento feito pelo próprio Slim em setembro, quando ele divulgou ter adquirido uma participação de 6,4% na empresa. Follo disse que Slim procurou o Times para fazer uma oferta de investimento meses atrás.

O acordo entre o New York Times e Slim é uma jogada incomum para o grupo, que é controlado pela família Ochs-Sulzberger desde 1896, por meio de uma categoria especial de ações. A família também detém cerca de 20% da empresa sob a forma de ações especiais e de ações negociadas publicamente.

O Times não permitia a admissão de grupos de fora no seu conselho de administração até o ano passado, quando o fundo de investimentos Harbinger Capital Partners comprou uma participação quase equivalente à da família Sulzberger e exigiu que a empresa lhe conferisse representatividade. Além disso, o fundo também começou a exigir que o grupo começasse a estudar a venda de ativos não estratégicos como forma de reverter a a queda observada no preço de suas ações.

Pelos termos do acordo, Slim investirá no New York Times por meio do Banco Inbursa S/A, Grupo Financeiro Inbursa e Imobiliária Carso. "Nós acreditamos que, com a força da marca New York Times, seu alcance nacional e internacional, seu potencial para o meio digital e, mais do que tudo, suas informações de alcance global, o grupo vai continuar a ser um líder na indústria da mídia", disse Arturo Elias, diretor da Imobiliária Carso e genro de Slim.

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