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Nervosismo leva dólar a R$ 1,868, maior valor em um ano

Cresceu o nervosismo hoje no mercado de câmbio doméstico, diante da onda de pessimismo no exterior, e o dólar comercial registrou alta de 2,64%, fechando a sessão negociado a R$ 1,868. É o maior valor em quase um ano, desde 24 de setembro de 2007, quando fechou a R$ 1,871.

Agência Estado |

Em setembro, o dólar comercial já acumula alta de 14,39%. Hoje, nos piores momentos do dia, quando quase se instalou um clima de desespero nas mesas de câmbio, segundo operadores, a moeda aproximou-se de R$ 1,90 (a taxa máxima foi de R$ 1,888). Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o dólar dos contratos à vista encerrou a quarta-feira em alta de 2,31% a R$ 1,861. De acordo com informações do mercado, o volume de negócios, por volta das 16h45, somava US$ 3,5 bilhões.

O 'resgate' do Federal Reserve (Fed, banco central americano) à seguradora americana AIG (injeção de US$ 85 bilhões) não teve o impacto que muitos aguardavam. A leitura de que só isso não resolve os problemas e os termos rigorosos do acordo pesaram. Vale lembrar ainda que, na véspera, o mercado já havia mostrado alguma reação à operação, embora ela não tivesse sido confirmada. Segundo analistas, mesmo o anúncio do Tesouro dos EUA de um programa para fornecer caixa ao Fed tem um efeito dúbio: mostra que está colocando mais recursos, mas revela que o Fed está chegando ao seu limite e está recorrendo ao Tesouro.

Na Europa, o governo russo não conseguiu acalmar os investidores com injeção de liquidez no sistema bancário e as duas principais bolsas tiveram as operações interrompidas. Na seqüência, o banco central da Rússia decidiu reduzir o recolhimento compulsório dos bancos para tentar ampliar a liquidez. No Reino Unido, o Lloyds TSB Group negocia a compra da maior financiadora de hipotecas do país, a HBOS. Há temores de que a HBOS não conseguiria financiar suas operações. Também hoje o Banco da Inglaterra (banco central do país) ampliou o prazo de acesso a sua linha especial de liquidez. Na Ásia a situação não é menos tranqüila: os bancos centrais do Japão, da Austrália e da Índia voltaram a injetar recursos.

Diante desse cenário, o total de recursos disponíveis no mercado de crédito internacional caiu ainda mais. E, nesse contexto, a saída para investidores foi vender ativos líquidos e que mostraram ganhos razoáveis nos últimos meses, entre eles os brasileiros, para fazer o caixa em seus países de origem. "Uma vez que o ambiente externo continua sob tensão, os investidores estrangeiros estão sendo praticamente obrigados a fazer caixa. Nestas condições, vendem os ativos no Brasil e em outros países para cobrir prejuízos, o que eleva a demanda da moeda americana e faz a cotação subir", explicou Vanderlei Arruda, gerente na mesa de câmbio da corretora Souza Barros.

O Banco Central brasileiro ficou fora do mercado e não realizou leilão de compra de dólares no mercado à vista de câmbio pela quinta sessão consecutiva.

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