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Nenhuma instituição está imune a desvios de conduta, diz diretor da PF

BRASÍLIA - O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Luiz Fernando Corrêa, afirmou hoje que nenhuma instituição ou órgão do governo está imune a desvios de conduta, mas ponderou que o mérito das investigações não pode legitimar tal prática. São dois pontos que nós temos que trabalhar dentro da legalidade: observando todo o arcabouço legal do país e todas as normas internas de procedimento da polícia. O resultado disso é uma prova legítima e que vai produzir efeitos melhores do que quando há desvio de conduta.

Valor Online |

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Durante o lançamento de um novo sistema de apoio ao Departamento de Polícia Federal (DPF) no controle e fiscalização de produtos químicos, ele evitou comentar os últimos episódios da Operação Satiagraha e afirmou apenas a Polícia Federal "está funcionando plenamente".

"Temos um modelo exemplar de uma corregedoria independente. Se, nas operações rotineiras, a direção não interfere, muito menos vai se envolver em investigações da corregedoria porque, aí sim, estamos maculando a estrutura da polícia. Se houve vazamento, abaixo ou acima do encarregado, a corregedoria está apurando com isenção."
Sobre a possibilidade de o delegado afastado Protógenes Queiroz voltar a responder pela Satiagraha, Corrêa avaliou que ele é um profissional de polícia e que, enquanto estiver na instituição, sua a atividade essencial é investigar.

"Ele é um servidor a mais como qualquer outro da Polícia Federal. Estamos usando cada um dentro do seu potencial e de forma a dar maior retorno ao serviço. Não personalizamos a gestão da polícia ou as operações. Isso não é patrimônio de ninguém, é o Estado brasileiro reagindo ao crime."
O diretor-geral da Polícia Federal informou ainda que, na tarde de hoje, irá se reunir com a direção da Abin na sede da Polícia Federal para "agilizar e estreitar" os processos de investigação internos.

O novo software, lançado hoje, é uma forma de modernizar o parque tecnológico da Polícia Federal para que o combate seja ágil, eficaz e eficiente e para que identifique substâncias que poderiam ser usadas no tráfico de drogas.

"A qualidade da cocaína que tem entrado no nosso território já tem baixado em função da dificuldade de acesso aos produtos químicos. E a responsabilidade é porque a maior planta petroquímica da América do Sul é do Brasil. Com esse mecanismo, passaremos a ter [estimativas de quanto é desviado]. Toda a exportação, o comércio interno, o transporte, tudo isso será controlado."
(Agência Brasil)

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