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Negócios sustentáveis: consumidor quer eletrônico moderno e verde

Nós amamos a Apple. A Apple conhece mais sobre clean design do que qualquer outra companhia, certo? Então por que os Macs, iPods, iBooks e o restante da sua linha de produtos contêm substâncias tóxicas que outras companhias já concordaram em eliminar o seu uso? Do site www.

Agência Estado |

greenmyapple.org, desenvolvido pelo Greenpeace.

Nós nos desculpamos por deixá-los no escuro por tanto tempo. A Apple já é líder em inovação e engenharia, e estamos aplicando os mesmos talentos para nos tornarmos uma liderança também na área ambiental.


Carta de Steve Jobs, criador da Apple, que em 2007 anunciava a decisão de investir em inovações que diminuíssem o impacto ambiental da companhia.

Fatima Cristina Cardoso*

São Paulo, 20, - A notícia divulgada na semana passada sobre o impacto ambiental de uma simples pesquisa na internet usando o site de buscas Google despertou imenso interesse em todo o mundo tanto que ela foi replicada em milhares de serviços informativos. Como mostra a pesquisa feita pelo físico de Harvard, Alex Wissner-Gross, cada busca no Google resulta em emissão de 7 gramas de dióxido de carbono. Duas pesquisas seriam equivalentes a ferver água em uma chaleira elétrica. Não parece muito, mas lembre que o Google recebe cerca de 200 milhões de buscas diariamente. Imagine quanto pode ter sido emitido pelos usuários que buscaram a notícia sobre o impacto ambiental do principal site de buscas do planeta?

Embora curiosa e um pouco sensacionalista, a pesquisa Wissner-Gross atrai a atenção para os problemas ambientais causados pela parafernália eletrônica que domina o nosso dia-a-dia. Estudo recente da consultoria Gartner mostra que a indústria global de TI gera cerca de 2% das emissões mundiais de carbono, a mesma quantidade que o setor de aviação. Pior do que o impacto no efeito estufa, o mundo lida atualmente com uma quantidade absurda de e-lixo. Países desenvolvidos têm votado legislações cada vez mais restritivas, que tentam responsabilizar indústria e usuários pela gestão dos resíduos.

No Brasil, a legislação ainda não exige dos fabricantes suas devidas responsabilidades com o descarte de produtos eletrônicos, com exceção de alguns produtos como celulares. Mas alguns setores estão tomando essa iniciativa. É o caso da Universidade de São Paulo (USP), que implementou no ano passado o Plano para a Cadeia de Transformação de Resíduos de Informática. Para se ter uma ideia do tamanho do problema, somente nas unidades de USP existem atualmente 37 mil computadores, 15 mil impressoras e 4 mil dispositivos de rede, entre outros equipamentos de informática. Cerca de 10% desses aparelhos caducam por ano e transformam-se em e-lixo.

O plano da USP está sendo desenvolvido em conjunto com Laboratório de Sustentabilidade (S-Lab), do Massachusetts Institute of Technology (MIT), dos EUA. Trata-se de um projeto não só de gerenciamento de resíduos eletrônicos dentro da universidade, mas de estímulo a sustentabilidade em toda a cadeia de transformação desses produtos. Uma primeira etapa foi desenvolver uma política de compras para os chamados "micros verdes" (aqueles que não têm chumbo e cujos componentes podem ser decompostos ou reutilizados), levando em consideração todo o ciclo de vida do equipamento.

Para ficar de olho

Inovações verdes na indústria de TI - O fato é que cada vez mais o público está sendo estimulado a escolher um bom computador não apenas por suas inovações tecnológicas, mas também pelos requisitos de sustentabilidade. Por exemplo: inexistência de substâncias tóxicas (entre outras, chumbo, mercúrio e cádmio) na produção, sistemas que economizam energia e produtos com certificação de gestão ambiental e de qualidade. E a demanda vale também para outros produtos eletrônicos que são comprados, usados e descartados de forma incorreta, como celulares, pilhas, baterias e aparelhos de som e vídeo.

O Greenpeace produz, já há alguns anos, um ranking de sustentabilidade na indústria eletrônica, muito divulgado e que exerce influência sobre o setor. A Apple sempre foi uma das mais criticadas pela ONG devido aos seus baixos "scores" no ranking (veja em www.greenpeace.org/international/campaigns/toxics/electronics/how-the-companies-line-up). Desde 2007, a empresa lançou uma ampla estratégia "verde", que teve início com uma carta de Steve Jobs assumindo compromissos de eliminar o uso de várias substâncias tóxicas. Na última MacWorld em São Francisco, duas semanas atrás, a empresa apresentou sua nova linha de notebooks ambientalmente corretos (cujo slogan é "the world's greenest family of notebooks"). A nova estratégia gerou elogios do Greenpeace, mas ainda não aplacou as críticas. Um grupo de acionistas da companhia vem exigindo da empresa uma maior transparência em seus relatórios anuais sobre os impactos ambientais e sociais das suas atividades (ver mais no site do fundo de investimento verde "Green Century Equity Fund" - www.greencentury.com)

Para saber mais

Mais sobre a equipe de Obama - Saiba como pensa o chefe do Escritório da Casa Branca para Política Científica e Tecnológica nomeado por Barack Obama, John Holdren. Especialista em clima e energia e professor de Harvard, Holdren é autor de pesquisas relacionadas à mudança climática e aos perigos da energia nuclear. Suas opiniões foram apresentadas durante a conferência "The American Response to Climate Change" (algo como "A resposta americana para as mudanças climáticas") e podem ser conferidas online no link href=" usclimateaction.org/userfiles/flash/Holdren.html" target=_blank Clique aqui e acesse .

Fátima C. Cardoso é jornalista, com Pós Graduação em Ciência Ambiental, e especialista em assuntos ligados à sustentabilidade e responsabilidade socioambiental.

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