Tamanho do texto

CURITIBA - Houve avanço em três dos seis pontos propostos pelo Paraguai na reunião da comissão oficial formada pelos governos brasileiro e paraguaio para discutir a revisão do Tratado de Itaipu. Ontem à noite, a assessoria de imprensa de Itaipu informou que a reunião realizada em Foz do Iguaçu (PR) durou cerca de sete horas e meia.

Ficou acertado o término das obras na subestação da margem direita de Itaipu, a gestão plena binacional da hidrelétrica e fiscalização conjunta das contas pelos órgãos auditores dos dois países. De acordo com a assessoria, a negociação com a Comissão Oficial de Negociação Brasil-Paraguai deve prosseguir no final de novembro. A data ainda não foi marcada, mas a reunião deve ocorrer antes de encontro entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Fernando Lugo, previsto para dezembro.

A delegação paraguaia reivindica ainda a disponibilidade de 50% da energia de Itaipu a que tem direito para negociação com outros países, a revisão do saldo passivo da dívida contraída para construir a usina (a delegação chegou a propor o zeramento da dívida, hoje em torno de US$ 18 bilhões) e discussão do preço que o Brasil paga pela energia cedida.

Participaram da reunião o secretário executivo do Ministério de Minas e Energia do Brasil, Márcio Zimmermann; o embaixador e subsecretário do Ministério de Relações Exteriores Ênio Cordeiro, que é também conselheiro da binacional; e representantes dos Ministérios da Fazenda e de Minas e Energia, da Eletrobrás e de Itaipu.

Representando o Paraguai participaram, entre outros, o vice-ministro de Obras Públicas, Samuel González; o coordenador da mesa negociadora, Ricardo Canese; o assessor jurídico da Presidência, Hugo Ruiz Díaz; e o vice-ministro de Relações Exteriores, Jorge Lara Castro.

Durante a reunião, conforme a assessoria de Itaipu, a delegação brasileira também reiterou o interesse do presidente Lula em apoiar os projetos de desenvolvimento do Paraguai, como a construção de uma linha de 500 quilovolts (unidade de tensão elétrica) de Hernandárias a Assunção e uma nova subestação na margem direita.

(Agência Brasil)

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.