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Negociações sobre resgate bilionário nos EUA ganham novo ímpeto

César Muñoz Acebes. Washington, 27 set (EFE).- As negociações sobre o plano de resgate financeiro de US$ 700 bilhões ganharam novo viço hoje no Congresso dos Estados Unidos, imerso em uma corrida contra o relógio para conseguir um pacto antes da abertura das bolsas na segunda-feira.

EFE |

"Nosso objetivo é anunciar um acordo amanhã e votar na segunda-feira", disse à imprensa Mitch McConnell, líder dos republicanos no Senado.

Os mesmos sinais chegaram do legislador Harry Reid, líder da maioria democrata no Senado.

"Esperamos que em algum momento, amanhã à tarde, possamos anunciar que houve algum tipo de princípio de acordo, de modo que a única coisa que falte seja pôr o projeto de lei por escrito", explicou Reid.

Não houve, no entanto, declarações dos republicanos da Câmara de Representantes, os mais reticentes a que se aprove um pacote de resgate que pretende pôr fim a maior crise financeira desde a Grande Depressão da década de 1930 a partir de uma mega intervenção nos mercados.

Esse grupo de legisladores foi ríspido na reunião com o presidente George W. Bush na quinta-feira na Casa Branca, quando houve até gritos, segundo alguns dos participantes.

Desde o fiasco de quinta-feira, os legisladores baixaram o tom de suas vozes e os republicanos da Câmara dos Representantes se sentaram para negociar.

Reid disse hoje que houve progressos "significativos" nas conversas. No mesmo tom se expressou Bush em seu discurso semanal por rádio.

O presidente afirmou hoje que existe "um acordo geral" sobre os princípios do plano de resgate financeiro, que espera que seja aprovado "muito em breve" pelo Congresso.

Ao mesmo tempo, reconheceu que muitos eleitores têm dúvidas sobre o programa, uma vez que comprometerá um grande volume de recursos públicos.

"Sei que muitos dos senhores estão frustrados com a situação", admitiu Bush "Quando o Governo pede que paguem pelos erros de Wall Street, não parece justo", acrescentou.

No entanto, o presidente americano ressaltou que, se o Governo não fizer nada para conter a crise, o país pode sofrer uma recessão "profunda e dolorosa" pela restrição do crédito concedido a empresas e cidadãos.

Mensagem parecida foi dada essa semana pelo secretário do Tesouro, Henry Paulson, e pelo presidente do Federal Reserve (Fed, banco central americano), Ben Bernanke, que afirmou que se o programa de resgate ficar retido no Congresso, os mercados não terão outra opção senão esperar o pior.

Por essa razão, muitos insistem sobre a necessidade de um acordo para antes da abertura das bolsas na segunda-feira.

Os legisladores têm plena consciência disso, segundo Judd Gregg, que negocia em nome dos republicanos do Senado.

"Todos entendemos que, se não fizermos nada, as conseqüências serão catastróficas", afirmou Gregg.

Na quinta-feira à noite, uma amostra das conseqüências foi dada pela quebra do Washington Mutual, a maior falência bancária da história dos EUA.

O Governo interveio na instituição e anunciou sua venda ao JP Morgan Chase.

Os republicanos da Câmara dos Representantes insistem em buscar uma solução ao problema que minimize a atuação pública.

Propuseram que o Governo coordene um fundo com dinheiro privado que ofereça garantias de pagamento dos títulos de má qualidade, em vez de comprá-los.

Os democratas se mostraram dispostos a incorporar essa idéia ao plano final, embora só como uma das opções à disposição do Tesouro.

Por outro lado, se negaram a aceitar um rebaixamento dos bônus financeiros, outra das propostas desse grupo de republicanos.

Pôde ser observada também uma grande aproximação entre os democratas e o Governo.

O Governo acordou pôr limite aos salários dos executivos das empresas que se beneficiem do programa, criar um mecanismo de supervisão e que os contribuintes obtenham direitos para a compra de ações. EFE cma/rr

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