ROMA - As negociações que representam a última oportunidade para a companhia aérea Alitalia tiveram início neste domingo entre os prováveis compradores da empresa, sindicatos e o governo italiano para evitar a falência e o fim dos pagamentos a partir de segunda-feira.

Na madrugada de sábado para domingo, as negociações permitiram alguns avanços. Segundo o jornal La Reppublica, os compradores melhoraram em 100 milhões de euros o pacote salarial para que os trabalhadores aceitem os novos contratos de trabalho previstos pelo plano de aquisição.

O primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi se comprometeu pessoalmente nas negociações. Ele afirmou que pretende obter, custe o que custar, dos sócios um acordo que permita à Itália conservar a companhia aérea nacional.

"A falência da Alitalia seria um desastre para o país inteiro", reiterou no sábado, acusando a esquerda de estar por trás dos "comportamentos não razoáveis" dos trabalhadores.

A companhia sobrevive graças a um empréstimo do Estado e está à beira do abismo, pois os empresários italianos dispostos a adquirir a empresa e os sindicatos não concordam quanto às condições de remuneração, férias e o contrato único previstos pelo plan de resgate.

O plano da CAI (Companhia Aérea Italiana) prevê a demissão de 1.000 pilotos, o que a União de Pilotos (UP), um dos principais sindicatos da categoria, considera "inaceitável".

Leia mais sobre: Alitalia

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.