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Não-alcoólicos e Quinsa puxam desempenho da AmBev no 3º trimestre

SÃO PAULO - As vendas de bebidas não-alcoólicas no Brasil e as operações da cervejaria Quinsa na América do Sul puxaram os resultados da AmBev no terceiro trimestre deste ano, período em que a companhia obteve lucro líquido de R$ 949 milhões, uma alta de 60,9% em relação a igual intervalo de 2007. A valorização do dólar também ajudou bastante nos ganhos da cervejaria, que espera passar sem grandes sobressaltos pela crise financeira internacional.

Valor Online |

Historicamente mais importante para os resultados da AmBev, o segmento brasileiro de cervejas não teve grande contribuição para a melhora do resultado neste trimestre. Entre julho e setembro, o Ebitda (lucro antes de impostos, juros, amortizações e depreciações) dessa operação cresceu apenas R$ 27,9 milhões em relação ao mesmo período de 2007, enquanto que o segmento RefrigeNanc (refrigerantes, não-alcoólicos e carbonatados) avançou R$ 84 milhões no mesmo intervalo de comparação. Já a Quinsa mostrou aumento de R$ 46,6 milhões no Ebitda na comparação trimestral.

O desempenho é justificado pelo maior volume de venda desses segmentos. No caso do RefrigeNanc, foram comercializados 6,16 milhões de hectolitros, uma alta de 14,8% em um ano. As operações da Quinsa registraram vendas de 7,34 milhões de hectolitros, um salto de 12,9%. Para se ter uma idéia, o segmento de cervejas no Brasil mostrou avanço de apenas 1,1%, de acordo com a AmBev.

A companhia mostrou redução no Ebitda em suas operações na América do Norte e na América Hispânica (excluindo as operações da Quinsa). No frigir dos ovos, o Ebitda consolidado somou R$ 2,033 bilhões, uma alta de 6,4% na comparação com o terceiro trimestre do ano passado, desempenho considerado "razoável" pelo gerente de Relações com Investidores da AmBev, Michael Findlay, que conversou com o Valor Online.

No seu entendimento, o desempenho operacional da companhia, que pode ser medido pelo movimento do Ebitda, foi "sólido", se considerado o momento atual da economia, em que muitas empresas não conseguem crescer.

Ao comentar o lucro líquido da empresa, que cresceu muito mais do que o Ebitda, o executivo explicou que a alta do dólar gerou um resultado positivo de R$ 298,4 milhões para a companhia, pois elevou substancialmente o valor em reais dos investimentos mantidos no exterior. Ele ressaltou, no entanto, que trata-se apenas de um ganho contábil, sem efeito no caixa da AmBev. "Em muitos países, a contabilidade nem coloca esse tipo de ganho na linha final (lucro)", esclareceu Findlay.

Além disso, o melhor desempenho das operações financeiras teve sua parcela no crescimento do lucro. No terceiro trimestre, o resultado financeiro ficou em negativo em R$ 286,4 milhões, uma redução de 8,5% sobre igual período de 2007. Uma parte do recuo se deve, de acordo com o gerente, ao fim da cobrança da CPMF.

Questionado sobre o cenário previsto para 2009, obviamente considerando a crise financeira, Findlay afirmou que a AmBev está atenta, como não poderia deixar de ser. Mesmo assim, não acredita em muitos solavancos nos negócios. "Como todo mundo, estamos sendo conservadores, mas a indústria de bebidas historicamente sofre menos que as outras em momentos de recessão", disse o executivo, que revelou não ter visto reflexos da crise nas operações da AmBev durante o mês de outubro.

Ele explicou que a bebida não costuma estar entre as primeiras despesas a serem cortadas pelas pessoas quando o dinheiro fica mais curto. "Bebida tem muito a ver com hábito e as pessoas mudam muitas outras coisas antes de mudar um hábito", completou o executivo.

(Murillo Camarotto | Valor Online)

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