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Não há motivo para depressão, diz diretor da OIA

São Paulo, 28 - O diretor executivo da Organização Internacional do Açúcar (OIA), Peter Baron, reforçou, durante apresentação hoje na conferência internacional Datagro, que o setor sucroalcooleiro apresenta um cenário bastante construtivo para o médio e longo prazos. Não há motivo para depressão em função da crise, disse, para uma platéia composta de usineiros, operadores de mercado, analistas de mercado e produtores do Brasil e de outros 32 países.

Agência Estado |

Segundo Baron, três fatores contribuem para fazer deste momento o mais construtivo para o setor desde a safra 2005/06: a expectativa de aumento de consumo per capita de açúcar, principalmente em países asiáticos e africanos; o mercado potencial de etanol em crescimento mesmo com a redução dos investimentos provocada pela crise; e a janela que se abre com a redução de produção da União Européia, que libera acesso de até 5 milhões de toneladas.

Para Baron, a maior ou menor participação do Brasil nos ganhos com este cenário construtivo dependerá basicamente de dois fatores: o câmbio e os efeitos da crise de crédito na expansão na produção. "Neste momento, o Brasil vai trocar a expansão pela consolidação", afirmou.

Segundo o executivo, ainda não está claro de que forma a crise irá afetar o consumo e se realmente irá afetá-lo. Ele ressalta, contudo, que o consumo per capita de açúcar da China, por exemplo, é de apenas 10 kg, o que cria um potencial de crescimento no longo prazo.

A OIA também aposta em uma diversificação maior do setor, ao produzir açúcar, etanol e também energia de biomassa. "Um grande avanço é o fato de que existem cada vez mais governos interessados em adotar programas de biocombustíveis", disse. Existem, hoje, no mundo, segundo ele, cerca de 30 programas de uso de etanol em várias fases de desenvolvimento. Dentre estes programas, sete já estão consolidados, entre os quais se destacam os programas do Brasil, Estados Unidos e União Européia.

Consumo de etanol - Para a OIA, o consumo de etanol no mundo deve praticamente dobrar entre 2008 e 2015, saindo de 65,7 bilhões de litros para 126,8 bilhões de litros. "Este crescimento vai alavancar a produção de etanol não apenas no Brasil como em vários países", estima.

No Brasil, o consumo deve sair de 19,5 bilhões de litros em 2008 para 30,1 bilhões de litros em 2015. Nos Estados Unidos, o consumo salta, no período, de 34 bilhões para 57 bilhões de litros. Na União Européia, o consumo deve se expandir de forma expressiva de 3,4 bilhões para 16 bilhões de litros. Na China, o mercado sairá de 1,9 bilhão para 7,6 bilhões de litros no mesmo período.

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