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Não há demanda, dizem montadoras

Para as montadoras brasileiras, não há viabilidade econômica para o desenvolvimento de carros elétricos no País porque os preços comerciais ainda são elevados e, por isso, não haveria demanda suficiente. Isso pode mudar no futuro, mas aí teremos o apoio das matrizes que já trabalham com projetos avançados nessa área, diz o vice-presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Marco Saltini.

Agência Estado |

Segundo ele, mesmo nos mercados desenvolvidos, o avanço deve ocorrer mais no lançamentos dos veículos híbridos, uma mistura de carro movido a eletricidade e a combustão, seja gasolina, etanol ou diesel. Para o longo prazo, a alternativa serão os veículos com célula de combustível, que funcionam com a passagem de hidrogênio gasoso através de membranas especiais que geram eletricidade para alimentar o motor.

O presidente da General Motors do Brasil, Jaime Ardila, também diz não ser necessário o desenvolvimento da tecnologia do carro elétrico no Brasil, uma vez que a matriz da empresa já trabalha nesse projeto. "Se for preciso, poderemos adaptar a tecnologia para o mercado brasileiro", diz.

Há pouco mais de uma semana, em visita ao Brasil, o presidente mundial da Renault/Nissan, Carlos Ghosn, disse que a empresa não tem planos de fazer um carro elétrico aqui no curto prazo. "Mas, se no futuro for preciso, poderemos fazer", disse.

De acordo com Ghosn, "o Brasil é um dos países onde não há muita necessidade de carro elétrico - com exceção talvez para o uso na região central de algumas cidades, onde o tráfego é maior e há muita poluição". Mesmo que haja alguma demanda local por esse tipo de veículo, o executivo acredita que "não será no tamanho de outros países".

Na questão do combustível veicular, o Brasil tem uma vantagem em relação a vários outros países - a tecnologia flex, que permite abastecer o tanque do carro com gasolina ou álcool, menos poluente, ou com a mistura dos dois. O Brasil é o único país onde os veículos utilizam 100% de álcool, por causa da disponibilidade do produto. Nos Estados Unidos e na Europa, por exemplo, o carro flex recebe no máximo 85% de etanol. Atualmente, quase 90% dos carros novos vendidos no País já saem das fábricas com motores flex.

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