O ministro da Fazenda, Guido Mantega, reafirmou nesta sexta-feira, em entrevista à Agência Estado , que não há nenhuma decisão tomada pelo governo em relação ao modelo de exploração de petróleo da camada pré-sal. Tudo o que tem saído na imprensa é mera especulação, afirmou o ministro.


"A única coisa certa é que nós sabemos que o Brasil antes esperava ter uma riqueza petrolífera modesta e de repente descobriu que tem uma grande riqueza nos esperando no subsolo brasileiro, de gás e petróleo. Isso torna necessário o desenho de um novo modelo petrolífero brasileiro. O que é certo é que vai ter outro modelo", afirmou durante visita ao estúdio da AE em São Paulo.

Mantega negou que o Brasil irá adotar o modelo petrolífero de outro país. "Cada país tem suas peculiaridades. Nosso modelo não será o da Noruega, o da Rússia, o da Venezuela ou de qualquer outro país. Será o modelo brasileiro, que irá resultar de intensos estudos e discussões", garantiu o ministro, que faz parte do grupo de estudo, a Comissão Interministerial, que analisa mudanças na lei do petróleo.

De acordo com Mantega, o governo estuda vários modelos e ainda não tem um a ser destacado. "Não há ainda nenhum consenso até este momento, porque existem várias alternativas possíveis. O governo tanto pode criar uma empresa como não criar, entregar tudo para a Petrobras ou não entregar, fazer empresa estatal, criar um fundo ou criar outro fundo soberano. As alternativas são infinitas", disse.

Segundo ele, o grupo deverá entregar, até a terceira semana de setembro, alternativas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. De acordo com o ministro, o grupo irá apresentar a melhor maneira de apropriação desta "riqueza", que pertence à União.

"Realmente é um 'problema' muito interessante. O Brasil, a partir do pré-sal, não será o mesmo. Ele já não é o mesmo hoje. Já evoluímos bastante, mas o pré-sal nos consolidará como um país quase de primeiro mundo e com certeza exportador de petróleo", afirmou.

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