Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Não há consenso sobre as causas da crise do petróleo

Empresas decretam o fim da era da energia barata e alertam que a política, não a geologia, está por trás dos preços altos. Ontem, em Madri, as principais multinacionais e governos deixaram claro que não há consenso sobre como lidar com a alta nos preços do petróleo.

Agência Estado |

Para os governos, a solução seria regular mais os mercados. Na avaliação das empresas, não existe uma "bolha especulativa" e a culpa não seria do mercado financeiro. Enquanto isso, o barril do produto chegava a US$ 143,00 em Nova York, novo recorde.

Na abertura do Congresso Mundial de Petróleo, ontem, o presidente da BP, Tony Hayward, alertou que a indústria simplesmente não está acompanhando a demanda, principalmente na China e Índia. Para complicar, decisões políticas de países produtores estariam ajudando a elevar os preços. "Os problemas estão no solo, não no subterrâneo", afirmou.

Ingleses e americanos vêm pressionando a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) a abrir as torneiras. O ministro do Petróleo do Catar, Abdullah bin Hamad al-Attiyah, rejeitou a culpa pelos problemas. "Não há falta de petróleo", disse. A Opep e vários governos preferem culpar os especuladores. Mas a BP classifica isso de "mito". "Não existe bolha, afirmou Hayward.

O presidente da Repsol, Antonio Brufau, seguiu a mesma linha. O presidente da Shell, Jeroen Van der Veer, também acusou de simplista culpar apenas o mercado pela alta. A Goldman Sachs também rejeitou a tese da especulação. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Leia tudo sobre: petroleo

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG