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Não há como impedir novos ataques, diz Transierra

A Transierra, empresa que opera o Gasoduto Yacuíba-Rio Grande (Gasyrg), admite que não há como impedir novos ataques. Há válvulas em locais muito isolados, de difícil acesso.

Agência Estado |

Seria impossível manter segurança permanente", diz o diretor de Relações Institucionais da companhia, Hugo Muñoz.

Para um executivo próximo à Petrobrás, novos atos de vandalismo poderiam comprometer a operação futura dos poços produtores no país vizinho.

O Gasyrg compõe, com o Yacimientos-Bolivian Gulf (Yabog), o principal sistema de escoamento dos maiores campos produtores de gás da Bolívia. São duas linhas paralelas de dutos que percorrem mais de 400 quilômetros entre campos como San Alberto e San Antonio, no Departamento (Estado) de Tarija, e a entrada do Gasoduto Bolívia-Brasil (Gasbol), no departamento de Santa Cruz.

O duto mais antigo, Yabog, tem 30 anos e é propriedade da Transredes, originalmente controlada pela Shell e Enron. Depois da nacionalização promovida pelo governo de Evo Morales, passou a ser administrada pela estatal local, a YPFB.

A segunda rede, da Transierra, foi construída pela Petrobrás, em parceria com Repsol e a Total. É nesse duto que vêm ocorrendo os atos de vandalismo que culminaram com a suspensão do fornecimento. A tubulação da Transierra é recortada por 15 válvulas que facilitam a manutenção e garantem a segurança operacional. Duas destas válvulas foram fechadas por integrantes do grupo que protesta contra o governo.

"A questão é que se permanecer esse abre-e-fecha, vai ser muito complicado manter a operação. Quando uma válvula é fechada, a produção do campo também tem de ser interrompida porque não há como dar vazão a ela. E não é fácil retomar a produção de um campo de gás", diz uma fonte próxima à operação dos campos. Muñoz, da Transierra, diz que mantém as autoridades informadas sobre os pontos mais vulneráveis, mas a responsabilidade pela segurança é do governo.

Dada a dificuldade de manter a integridade do sistema, o mercado avalia que o Brasil continuará à mercê da situação política boliviana enquanto permanecer a instabilidade naquele País.

Os contratos assinados entre a Petrobrás e a boliviana YPFB têm cláusulas de garantia de fornecimento, mas todos prevêem condições extraordinárias em caso de interrupção, os chamados "motivos de força maior". Por isso, é improvável que o problema atual acarrete algum tipo de multa para a estatal boliviana.

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