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Não é o momento de se retirar direito trabalhista, diz Carlos Lupi

BRASÍLIA - O ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, afirmou nesta segunda-feira que este não é o momento de se retirar direitos. A afirmação foi feita pelo ministro ao comentar a defesa por parte de alguns setores empresariais de que seria necessário flexibilizar as regras trabalhistas para que as empresas possam enfrentar os efeitos negativos da crise econômica internacional.

Agência Estado |

Lupi ponderou, entretanto, que o governo não vai interferir nos acordos trabalhistas que estão em vigor ou forem fechados diretamente entre patrões e empregados.

"Não cabe ao governo interferir na relação entre trabalhadores e empresários", declarou o ministro, em entrevista para anunciar o saldo do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) de 2008.

Lupi informou que entregou nesta segunda os dados ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas afirmou que não foram tratadas das medidas que o governo pretende anunciar para ajudar a economia a reagir aos efeitos da crise. "O que me cabia era entregar os dados para que o presidente possa tomar as decisões", comentou.

Questionado sobre a possibilidade de ampliação das parcelas do seguro-desemprego para apoiar os trabalhadores que estão sendo demitidos, Lupi voltou a defender que isso só deve ser decidido a partir de março, quando "teremos uma visão mais clara da crise". Para o ministro, os empresários que estão demitindo neste início de ano podem acabar voltando atrás nos próximos meses. "Muitos podem estar avaliando mal a situação e vão ter dois custos: o de demitir agora e de ter que recontratar depois", afirmou.

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