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Nações do sul da África fecham acordo de livre comércio

Os países do sul do continente africano anunciaram neste domingo, depois de mais de duas décadas de negociações, o estabelecimento de uma zona de livre comércio na região. O anúncio foi feito ao término de uma reunião de cúpula entre os representantes das 15 nações que integram a Comunidade para o Desenvolvimento do Sul da África.

Agência Estado |

O acordo significa a livre circulação de 85% das mercadorias negociadas entre os países que integram o bloco. Apesar do pacto para a redução de tarifas, o comércio entre os 15 países da comunidade pode ser encarecido por licenças de importação e atrasos burocráticos, entre outros problemas.

Angola e Congo, dois integrantes do bloco cujas economias foram devastadas por recentes guerras, não assinaram o acordo de imediato.

Erradicação da pobreza 

A estabilidade dos países está na erradicação da pobreza, afirmou neste domingo o chefe de Estado da África do Sul e novo presidente da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC), Thabo Mbeki, no final do ato de ratificação da Zona de Livre-Comércio (FTA) da organização regional.

Mbeki disse que apesar dos esforços para facilitar o comércio interior terem dado frutos, "estas conquistas não devem" fazer a região "baixar a guarda".

"Precisamos ressuscitar a visão, o compromisso, a unidade e a coesão que caracterizaram a SADC desde a sua criação, enquanto consideramos os próximos passos para aumentar nossos esforços pela integração regional da África Austral", declarou o presidente sul-africano.

Apesar de 85% de todo o comércio entre os membros da SADC ficarem livre de impostos durante 2008, "a tarefa não está completa e os 15% restantes precisam ser completamente liberados (de tarifas alfandegárias) para 2010", acrescentou Mbeki, que pediu aos demais líderes que se esforcem para conseguir esse objetivo.

Apesar da importância que o acordo de livre-comércio tem para os 14 países da SADC, a cúpula em si foi dominada pela crise política zimbabuana.

Em seu discurso de fechamento da cúpula, Mbeki se referiu novamente, assim como na abertura, às negociações entre o Governo e a oposição do Zimbábue, que não terminaram em um acordo, como era esperado por ele.

Os três países que constituem o organismo de Segurança e Defesa da SADC (Angola, Tanzânia e Suazilândia) continuarão se reunindo com os líderes do Zimbábue para encontrar "uma rápida solução" para a crise política no Zimbábue, assegurou Mbeki.

"A troika continuará se ocupando do tema e apesar de ter completado formalmente suas deliberações (na cúpula), se reunirá novamente, o que indica a seriedade com que a SADC enfoca esta questão", detalhou o chefe de Estado sul-africano.

"É necessário chegar a uma rápida conclusão (das negociações políticas) a fim de que possam se encarados os enormes desafios (econômicos) que o povo zimbabuano enfrenta", acrescentou.

A União Nacional Africana do Zimbábue-Frente Patriótica (Zanu-PF), partido do presidente zimbabuano, Robert Mugabe, e o opositor Movimento para a Mudança Democrática (MDC), liderado por Morgan Tsvangirai, retomaram nesta sexta-feira - paralelamente à Cúpula da SADC - suas negociações para tentar formar um Governo de unidade.

Porta-vozes do MDC confirmaram hoje que as partes ainda não chegaram a um consenso, embora Tsvangirai tivesse dito que as conversas vão "muito bem".

Tsvangirai reiterou ontem, sábado, que está disposto a ser primeiro-ministro com poderes executivos em um Governo no qual Mugabe conserve a Presidência e o controle das Forças Armadas, mas que não entrará em nenhum acordo que não lhe outorgue o poder necessário para governar o Zimbábue de maneira eficaz.

"É melhor não ter nenhum acordo que ter um acordo ruim", disse Tsvangirai em entrevista concedida ao jornal americano "The New York Times".

As conversas entre a Zanu-PF e o MDC começaram em 21 de julho, quando as partes assinaram um memorando de entendimento para negociar a formação de um eventual Governo de unidade depois de a oposição e a comunidade internacional terem rejeitado a recente eleição de Mugabe como presidente do Zimbábue.

Tsvangirai derrotou Mugabe nas eleições presidenciais realizadas em 29 de março, mas ao não obter uma maioria direta, de mais de 50% dos votos, teve que aceitar um segundo turno.

O segundo turno ocorreu em 27 de junho, mas Tsvangirai se retirou uma semana antes devido aos ataques contra seus partidários perpetrados por partidários de Mugabe, que obteve nesse pleito mais de 80% dos votos.

(Com informações da agência Efe)

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