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Nacionalização parcial do Fortis é solução provisória

A nacionalização parcial do banco e seguradora belga-holandês Fortis é uma solução provisória, já que os governos não têm interesse em permanecer no capital do grupo, afirmou o ministro belga das Finanças, Didier Reynders.

AFP |

"Evidentemente, nosso interesse não é permanecer no capital do Fortis", afirmou Reynders à rádio pública belga RTBF.

No domingo, Bélgica, Holanda e Luxemburgo anunciaram que injetariam 11,2 bilhões de euros no Fortis, que passa por graves dificuldades, para tentar tranquilizar os clientes e os mercados.

Em troca, cada governo obterá uma participação de 49% na filial bancária do Fortis de seu respectivo país.

O objetivo da medida é evitar um efeito dominó e um contágio ao conjunto da Europa da crise financeira originada nos Estados Unidos.

O ministro também revelou que o Estado belga está disposto a salvar o banco franco-belga Dexia em caso de necessidade.

"O governo belga dará ao Dexia a mesma garantia de que não deixaremos ninguém à beira do caminho, ninguém em dificuldades", disse Reynders.

No entanto, o Dexia negou ter qualquer problema de fundos e afirmou que sua liquidez é "muito boa", apesar de suas ações registrarem queda.

"É um grupo muito sólido quanto ao capital. Porém, a situação é tão excepcional (nos mercados) que é preciso seguir a evolução a todo momento", disse uma porta-voz do banco belga-francês.

afp/fp

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