SÃO PAULO - O socorro financeiro anunciado para a zona do euro traz alívio para os investidores e promete impulsionar os negócios na manhã desta segunda-feira. Há pouco, na mesma trajetória dos mercados internacionais, o Ibovespa futuro operava com forte alta de 5,22%, aos 66.

400 pontos. Na sexta-feira passada, o índice caiu 0,86%, aos 62.870 pontos, no menor nível desde o dia 5 de fevereiro (62.762 pontos). O giro financeiro somou R$ 7,727 bilhões. Na semana, a queda chegou a 6,9% - ou de 4.659 pontos -, a maior para tal período desde a terceira semana de fevereiro de 2009, quando havia recuado 7,1%. As operações de hoje serão pautadas pelo pacote de ajuda na Europa. Os ministros das Finanças da União Europeia anunciaram um mecanismo de assistência financeira para garantir a estabilidade do euro. Com a participação do Fundo Monetário Internacional (FMI), o acordo envolve 750 bilhões de euros. Além de defender o euro, a ideia é que os recursos atendam às necessidades dos países europeus com problemas de solvência. As economias da zona do euro vão ter acesso a 440 bilhões de euros em garantias de empréstimos e a outros 60 bilhões de euros de financiamento emergencial da Comissão Europeia. O FMI entra com 250 bilhões de euros. Além disso, alguns grandes bancos centrais do mundo resolveram restabelecer, temporariamente, as linhas de troca de moedas para ajudar a melhorar as condições de liquidez. Estão na iniciativa o Banco do Canadá, o Banco da Inglaterra (BOE), o Banco Central Europeu (BCE), o Federal Reserve (Fed) - banco ventral americano -, o Banco Nacional Suíço e o Banco do Japão. O Fed, autorizou acordos de troca de moedas com os BCs do Canadá, Inglaterra e Suíça, bem com o BCE, que valem até janeiro de 2011. A agenda esvaziada deste início de semana reserva como destaques o índice de preços ao consumidor, vendas no varejo e produção industrial da China, que sairão à noite e, portanto, poderão mexer com os mercados no pregão de terça-feira. Pela manhã, os índices futuros americanos apresentavam forte avanço, na mesma direção das bolsas europeias. Na Ásia, o otimismo dos agentes com o pacote europeu também deu o tom nos mercados. O índice Shanghai Composite, de Xangai, subiu 0,39%, aos 2.698 pontos, enquanto o Hang Seng, de Hong Kong, avançou 2,54%, aos 20.426 pontos. Em Tóquio, o índice Nikkei 225 ganhou 1,6%, para 10.530 pontos, e, em Seul, o Kospi teve valorização de 1,83%, alcançando 1.677 pontos. No mercado de câmbio, também reagindo ao pacote europeu, o dólar opera em forte queda em relação ao real. Há pouco, a moeda americana caía 3,45%, a R$ 1,787 na venda, enquanto o contrato futuro de junho cedia 2,81%, para R$ 1,7945. (Beatriz Cutait | Valor)

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