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Na quarta tentativa, boi pirata é arrematado por lance mínimo

São Paulo, 28 - O Ministério do Meio Ambiente conseguiu, na quarta tentativa, vender as 3.046 cabeças de gado apreendidas na Estação Ecológica da Terra do Meio, no município de Altamira, no Pará.

Agência Estado |

Os lotes foram arrematados pelo valor inicial de R$ 1,260 milhão no leilão eletrônico realizado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Houve apenas um lance pelos chamados "bois piratas", que estavam divididos em sete lotes. Não foi divulgado o nome do comprador.

Para o leilão de hoje, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) reduziu ainda mais o valor dos lotes. A previsão era de que o lance mínimo hoje fosse de R$ 1,6 milhão, preço que representa uma redução de 50% sobre o valor do primeiro leilão realizado pelo Ibama, de R$ 3,15 milhões. O lance de hoje representa 41,3% do valor inicial. O deságio foi autorizado pelo desembargador federal Souza Prudente, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região.

Por meio de sua assessoria, o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, afirmou que pecuaristas da região estavam fazendo "uma queda de braço" com o governo, promovendo um boicote que levou ao insucesso das primeiras tentativas de se leiloar o gado, "mas acabou prevalecendo o interesse ambiental, mesmo com a venda pelo preço mínimo".

"Nosso objetivo não é vender boi nem ganhar dinheiro, mas proteger as unidades de conservação. Após a apreensão desses bois piratas, 36 mil outras cabeças de gado já foram retiradas pelos donos da estação ecológica e outras 20 mil de outra unidade de conservação, também na Terra do Meio. E outras ainda serão retiradas, porque nossa ação contra o boi pirata não vai parar", disse Minc.

Perdimento

O ministro lembrou que agora, após assinatura de decreto regulamentando a Lei de Crimes Ambientais, pelo presidente Lula, o Ibama passou a ter direito ao chamado perdimento. Ou seja, ao se esgotar o processo administrativo, com direito de defesa dos acusados, o gado apreendido em qualquer unidade de conservação poderá ser vendido sem demora, com o dinheiro sendo aplicado em outras ações de combate a crimes ambientais.

"O nosso ganho com essas operações não é financeiro, mas de combate à impunidade e de preservação do meio ambiente. Acabou a moleza, acabou a impunidade. Os proprietários que estejam criando gado em unidades de conservação terão que retirá-lo", disse o ministro.

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