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Na primeira coletiva, Obama defende pacote econômico

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, renovou na noite de segunda-feira, em sua primeira entrevista coletiva no cargo, o pedido para que o Congreso aprove o pacote econômico, afirmou que buscará um diálogo com o Irã e prometeu que não deixará que a Al-Qaeda nem os talibãs atuem com impunidade.

AFP |

Em um esperado discurso centrado nas propostas para tirar o país da crise econômica e financeira, Obama pediu aos membros do Congresso que "superem as divergências" para não adiar ainda mais a aprovação do pacote de 827 bilhões de dólares, que deve ser aplicado "o mais rápido possível".

"Gostaria de falar brevemente sobre o estado de nossa economia, e sobre por quê eu acredito que este plano de estímulo econômico deve ser colocado em prática o mais cedo possível", afirmou.

Além disso, Obama pediu ao Congresso que aprove o plano de estímulo econômico "esta semana", prometendo "fazer o que for necessário" para garantir que os Estados Unidos voltem ao trabalho.

"Quero agradecer aos membros do Congresso, que trabalharam duro para fazer este plano avançar", disse. "Mas também quero fazer um apelo a todos os membros do Congresso, para que atuem sem demora esta semana, para solucionar suas divergências e aprovar este plano".

"Farei o que for necessário para pôr este país de volta ao trabalho", afirmou Obama.

Também prometeu trabalhar lado a lado com os bancos para liberar o acesso a linhas de crédito no país e "limpar" seus balanços contábeis.

"Teremos que trabalhar com os bancos de um jeito eficaz para limpar seus balanços contábeis, para que o mercado comece a recuperar a confiança", declarou Obama aos jornalistas.

De acordo com o presidente, o secretário do Tesouro, Timothy Geithner, fará um anúncio nesta terça-feira,explicando de que forma o governo pretende gastar os 350 bilhões de dólares que restam do plano de resgate aprovado para ajudar o setor bancário.

"Tim Geithner informará sobre planos claros e específicos para começarmos a desbloquear o crédito", disse Obama, defendendo mais transparência e limites aos bônus pagos pelos bancos a seus executivos.

O plano também incluirá, segundo Obama, ajuda para proprietários de imóveis à beira do despejo ou que estejam sofrendo com a forte desvalorização dos preços do mercado imobiliário.

"Uma de minhas linhas principais é ver se o crédito está ou não fluindo para as pessoas que precisam dele", afirmou. "O pacote que elaboramos foi pensado para resolver isso".

No plano internacional, Obama afirmou que espera gerar "aberturas" para um diálogo entre Estados Unidos e Irã já nos próximos meses, "quando poderemos começar a sentar em uma mesa e conversar cara a cara".

"Penso que há uma chance, pelo menos, de um relacionamento de respeito mútuo e progresso", afirmou Obama. "Está na hora do Irã enviar alguns sinais de que quer agir de maneira diferente".

O presidente americano disse ainda que seu governo está revendo o histórico das relações entre Washington e Teerã, em busca de uma nova abordagem que contorne as preocupações sobre o programa nuclear iraniano e seu apoio a grupos terroristas como o Hamas e o Hezbollah, além da postura belicista em relação a Israel.

Neste sentido, Obama declarou que deseja impedir uma proliferação nuclear.

"Um de meus objetivos é impedir a proliferação de maneira geral. Penso que é importante que Estados Unidos e Rússia dêem o exemplo e procurem a maneira".

"Se acontecer uma corrida armamentista nuclear em uma região tão volátil como o Oriente Médio, todo o mundo estará em perigo", insistiu.

Sobre a presença americana no Afeganistão, que deve ser reforçada quando o Pentágono receber a autorização da Casa Branca para ordenar o deslocamente de mais tropas, Obama declarou que não deixará que a Al-Qaeda nem os talibãs atuem com impunidade.

"Acho que, por causa do trabalho extraordinário que foi feito por nossas tropas, e do ótimo esforço diplomático realizado pelo embaixador (Ryan) Crocker (...), acabamos de ver no Iraque uma eleição que aconteceu de maneira relativamente pacífica, e você tem a sensação de que o sistema político está agora funcionando de modo significativo", estimou o presidente.

"Você ainda não vê isso no Afeganistão. Eles têm eleições se aproximando, mas, efetivamente, o governo nacional parece muito desconectado do que está acontecendo na comunidade que o cerca", continuou.

Obama também mencionou o fato de combatentes da Al-Qaeda e do talibã operarem em regiões da fronteira com o Paquistão.

"O que não temos visto é o tipo de esforço coordenado para acabar com esses refúgios seguros, o que, em última análise, tornaria nossa missão vitoriosa", ressaltou.

"Vamos precisar de uma coordenação mais eficaz de nossos esforços militares, diplomáticos e de desenvolvimento, e de uma coordenação mais eficaz com nossos aliados para sermos bem sucedidos".

"Eu não tenho um cronograma sobre o tempo que isso vai levar. O que eu sei é que não vou deixar a Al-Qaeda e (Osama) bin Laden operarem impunemente atacando os Estados Unidos", declarou Obama.

"O principal é que não podemos deixar a Al-Qaeda operar, não podemos ter refúgios naquela região. E vamos precisar trabalhar de forma inteligente e consistente", indicou.

bur-arc/ap/fp

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