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Brasília, 04 - Ao empossar hoje o novo presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Alexandre Aguiar, o ministro da Agricultura, Wagner Rossi, afirmou que a disputa por um cargo público, como aconteceu na sucessão da Presidência da Conab, é normal. "O governo tem muitos nomes e todos eles têm qualidades", disse.

Brasília, 04 - Ao empossar hoje o novo presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Alexandre Aguiar, o ministro da Agricultura, Wagner Rossi, afirmou que a disputa por um cargo público, como aconteceu na sucessão da Presidência da Conab, é normal. "O governo tem muitos nomes e todos eles têm qualidades", disse. O ministro lembrou ainda que o novo presidente da Conab será cobrado pelas ações que executar à frente da estatal. "Todos os que se engrandecem serão cobrados", disse. Rossi não deixou de elogiar o diretor de Política Agrícola e Informações da Conab, Silvio Porto, que mais uma vez foi preterido no processo de escolha do nome do sucessor de Rossi. "Se o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) tivesse um nome, esse nome seria Silvio Porto." Ao mesmo tempo, Rossi foi irônico com o novo presidente, que é genro do deputado Armando Abílio Vieira (PTB-PB), e cujos partidários e família lotaram o auditório da empresa. "Com essa popularidade, o genro do Abílio pode virar senador. É claro que a família se sente honrada", disse o ministro. <b>Indicação</b> Alexandre Aguiar foi nomeado presidente da Conab por indicação do PTB em consenso com o PMDB. Ele também contou com a ajuda do deputado Nelson Marquezelli (PTB-SP) e do ministro do Tribunal de Contas da União, José Múcio Monteiro, membros do grupo que defende a aliança com o PT. Sua indicação, porém, enfrentou resistência de parcela expressiva do PT, do sindicato dos empregados da estatal e de movimentos sociais. Em seu primeiro discurso como novo presidente da Conab, Aguiar admitiu que a escolha de seu nome para o cargo foi do PTB, partido ao qual é filiado, e do deputado Armando Abílio Vieira, seu sogro, a quem, segundo ele, deve "apreço e gratidão". Vieira, que era diretor de administração da Conab, referiu-se ainda a Silvio Porto como "meu amigo".

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