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Na passagem pela França, voz de prisão aos jornalistas

Na mais delicada das etapas da extradição, a passagem pela França, Salvatore Cacciola demonstrou tranqüilidade diante do assédio de fotógrafos e gentileza e descontração em relação a agentes da Polícia Federal. A mesma cordialidade não tiveram os policiais franceses, que chegaram a dar voz de prisão a jornalistas.

Agência Estado |

O trajeto entre os aeroportos de Nice e Paris preocupava o Ministério da Justiça, que temia incidentes que pudessem resultar no adiamento da transferência do ex-banqueiro.

Cacciola deixou a prisão de Mônaco, sem algemas, às 13h30min (8h30min de Brasília), em direção ao heliporto do distrito de Fontvielle, vizinho a Monte Carlo.

Acompanhado pela delegação brasileira, de sete membros - entre os quais a escolta de dois delegados e dois agentes da Polícia Federal -, o ex-banqueiro embarcou em helicóptero para a cidade francesa de Nice. Lá, teve o primeiro contato com o público.

Impressionados com a movimentação de repórteres, crianças e adultos questionavam a identidade de Cacciola, fotografando-o. "É importante que pessoas públicas importantes também paguem por seus crimes. Enfrentamos um grande caso de corrupção e os responsáveis estão sendo punidos", comentou ao Estado um bombeiro canadense que viajava com a família.

Alguns brasileiros reconheceram o ex-banqueiro, mas não houve incidentes ou provocações. Cacciola assistiu impassível o trabalho dos fotógrafos, chegando a olhar diretamente para as câmeras em certos momentos.

Ao longo dos cerca de 20 minutos em que permaneceu no portão de embarque, não falou à imprensa, mas conversou com os policiais que o acompanhavam, demonstrando serenidade e extroversão.

O incidente temido pelo Ministério da Justiça acabou acontecendo quando da abordagem do chefe de segurança do Aeroporto Internacional de Nice-Côte dAzur à imprensa.

O agente interpelou repórteres - entre os quais o do Estado -, determinando a prisão de todos sob pretexto de que o registro fotográfico era ilegal no interior do terminal. O policial só voltou atrás ao saber que um de seus subordinados havia permitido o registro de imagens minutos antes e que dezenas de outros passageiros haviam feito o mesmo.

Superado o impasse, o vôo Airbus A320 da Air France partiu de Nice em direção a Paris. No percurso, nenhum comissário de bordo interveio para impedir o trabalho da imprensa.

Fotografias e imagens foram feitas com descrição, mas voltaram a despertar a curiosidade dos passageiros.

A única restrição aos jornalistas foi o pedido da Polícia Federal para que não houvesse assédio a Cacciola até que o avião estivesse sobre o Atlântico.

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