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Na ONU, Lula vai criticar euforia irresponsável dos especuladores

A crise financeira que atingiu os Estados Unidos e se espalhou pelo mundo será o tema principal do discurso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na abertura da 63ª reunião da Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York. Lula cumprirá uma agenda de quatro dias na cidade, que começa hoje cedo.

Agência Estado |

Em sua fala, o presidente lembrará que a ONU é o espaço legítimo para essa discussão porque a "euforia irresponsável" dos especuladores do passado levou ao "naufrágio financeiro" que está ameaçando a economia mundial. Lula defenderá, ainda, a necessidade de o tema passar a ser tratado politicamente, com uma ação efetiva dos governantes que estão no centro da crise, para que se possa combater a desordem econômica mundial com soluções globalizadas, tomadas em espaços multilaterais legítimos.

Na quarta-feira, a crise financeira mundial será tratada em uma reunião que está sendo organizada pelos britânicos, e contará com a presença dos chefes de Estado de Brasil, China, Índia, Austrália e Reino Unido, além de representantes do Fundo Monetário Nacional (FMI).

Na viagem de Lula a Nova York, não está previsto nenhum encontro reservado com o presidente George W. Bush, embora eles se encontrem na cerimônia de abertura da ONU, nem com os dois candidatos à Casa Branca, o republicano John McCain e o democrata Barack Obama. A candidata a vice de MacCain, Sarah Palin, no entanto, estará na ONU no dia da abertura da assembléia. O ministro das Relações Exterior, Celso Amorim, tem encontro agendado com a secretária de Estado americana, Condoleezza Rice.

A agenda de Lula começa hoje de manhã, quando ele participa da cerimônia de lançamento da campanha "Brasil sensacional", com objetivo de convencer turistas estrangeiros a permanecer mais tempo no Brasil, visitar várias cidades e regiões e deixar mais divisas no País. À tarde, participa de encontro sobre as necessidades de desenvolvimento da África. À noite, recebe medalha na Sociedade das Américas.

Na terça-feira, no discurso na ONU, além de focar a questão da crise financeira, e de pregar a necessidade de dar uma resposta global às ameaças que pesam sobre todos, lembrando que a passividade diante de tamanha gravidade pode conduzir a novos impasses e até catástrofes, o presidente listará outros problemas que precisam de soluções: crise alimentar, crise energética, os riscos de implantação da desordem do comércio, por causa do fracasso da Rodada Doha, a degradação do meio ambiente e os problemas da migração, queixando-se que muitos países impedem a livre circulação de pessoas.

O presidente defenderá, mais uma vez, os biocombustíveis, rechaçando a tese de que a alta dos alimentos esteja ligada à produção da matéria-prima este tipo de energia.

Lula falará, ainda, da importância da Unasul, que se reuniu na semana passada para tentar encontrar um caminho para a crise boliviana. Na quarta-feira, está prevista nova reunião da Unasul, quando serão discutidas restrições à migração pela União Européia e a crise da Bolívia.

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, que deveria participar da abertura da assembléia da ONU, apesar das retaliações feitas contra os Estados Unidos, avisou que não virá mais a Nova York. Mas, no meio diplomático, ainda há a expectativa de que ele possa aparecer porque suas viagens a este país, nessas ocasiões, sempre são recheadas de mistérios e só confirmada horas antes de ocorrer. Lula permanece em Nova York até quinta-feira à noite.

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