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Na madrugada, trabalhadores já começaram a alterar a rotina

A madrugada de estréia da restrição de caminhões já dá mostras de como será a nova relação entre os veículos pesados de carga e a cidade. Em vigor desde as 21 horas de anteontem, a lei que impede o trânsito na área de 100 km² fez empresas e motoristas alterarem a rotina e começarem a trabalhar de noite - com mais silêncio, menos policiamento, mais rapidez e menos tráfego.

Agência Estado |

Por volta da 1 hora de ontem, o motorista Manoel Alves Pereira, de 51 anos, esperava sozinho na Rua Mênfis, na Lapa, zona oeste, onde carregaria seu caminhão com peças para máquinas agrícolas. Ele, que antes estava acostumado a trabalhar até as 22 horas, havia acordado anteontem às 4 horas e passado o dia inteiro na transportadora, esperando autorização para recolher a carga. Saiu só às 23 horas, pois a coleta foi marcada para a 1 hora. "O tempo, das 21 às 5 horas, é pouco. Se você está no meio da rua, vai ter de parar ou entrar para a rodovia."

Além da redução no tempo disponível para o trabalho, Pereira considera que a madrugada é mais perigosa para o serviço. "É perigoso ficar parado, esperando à noite. Carrego cargas de até R$ 800 mil e não tem escolta. Fico só eu e Deus e a mulher rezando em casa." Ele acredita também que a restrição aos caminhões não vai melhorar o trânsito de São Paulo. "Não adianta. Isso vai é dar desemprego."

Na Rayton Industrial, empresa que trabalha com engrenagens, a rotina dos funcionários que trabalham na expedição, com os carregamentos das peças, também mudou. Antes, eles entravam no serviço às 14 e trabalhavam até as 22 horas. Agora, trabalham no horário da restrição: das 21 às 5 horas. "O horário mudou, mas a gente acostuma", diz o conferente Edilson Santana.

Quem também não vê problema no novo horário é o motorista Sidney Vieira, de 41 anos. Ele estava acostumado a entregar verduras que traz de São Roque, no interior, em supermercados da cidade, entre 4 e 10 horas. Agora o trabalho é feito das 22 às 4 horas. "Para mim é melhor, pelo fato de o trânsito ser mais tranqüilo nesse horário. Antes eu levava uma hora e meia para chegar, agora faço o trajeto em 40 minutos. Perigo tem a qualquer hora do dia", disse ele, que tinha entregas marcadas em supermercados no Jardim Paulista e na Barra Funda, zona oeste de São Paulo.

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