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Na Inglaterra, cheque morrerá em 2018

País planeja substituição do instrumento de pagamento por meios eletrônicos, como cartões e transferências interbancárias

Danielle Assalve, iG São Paulo |

Se no Brasil ainda se discute quando o cheque vai deixar de existir, na Inglaterra o meio de pagamento já tem data para morrer. O país, que comemorou em 2009 os 350 anos do cheque, quer que ele deixe de existir até 31 de outubro de 2018.

Segundo o Conselho de Pagamentos do Reino Unido, a definição da data tem por objetivo permitir que o país se prepare e encontre meios alternativos satisfatórios para substituir o cheque, como sistemas de pagamentos eletrônicos e cartões.

“Depois de consulta pública, ficou evidente que seria preferível que o contínuo declínio no uso dos cheques no Reino Unido fosse diretamente gerido, ao invés de correr o risco dos consumidores ficarem sem alternativas”, afirma a diretora de relações públicas do Conselho de Pagamentos, Jemma Smith. Segundo ela, os próximos oito anos permitirão ao país desenvolver e colocar em prática os meios substitutos ao cheque.

De acordo com dados da instituição, no ano passado foram registrados um total de 876 milhões com liquidação interbancária, queda de 13,1% em relação a 2008. De 2003 a 2008, observa-se um recuo de 40% no número de cheques emitidos no país.

O cheque já deixou de ser utilizado em diversos países europeus, em especial da região norte. No início da década de 1990, por exemplo, os bancos na Noruega e Suécia encorajaram o fim do uso dos cheques como forma de promover ganhos de eficiência. Na Holanda, a abolição dos cheques veio como parte de um pacote de medidas para garantir a introdução suave e eficiente da moeda comum, o euro, em 2002.

Fora do velho continente, a Austrália também colocou em consulta pública o futuro de seu sistema de pagamentos e deve concluir no final deste ano o estudo em que define as estratégias que adotará na próxima década. A expectativa é que o país decida por meios eletrônicos ao invés de papel como forma de pagamento, e também divulgue medidas para reduzir custos de processamento.

No Brasil, o Banco Central publicou em 2005 seu Diagnóstico do Sistema de Pagamentos de Varejo, que tem por principal objetivo fomentar o uso dos instrumentos de pagamento em substituição aos baseados em papel.

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