Num trecho de pouco mais de dois quilômetros da Avenida Francisco Matarazzo funcionam ou estão sendo abertos 21 pólos comerciais, culturais e esportivos com capacidade para atrair mais de meio milhão de pessoas por dia. Enquanto isso, os empreendimentos atraem milhares de veículos para uma região com trânsito já carregado, por ser porta de entrada e saída da zona oeste para o centro e zonas norte e leste.

O resultado não poderia ser diferente: engarrafamento.

Na hora do rush, chega-se a levar 40 minutos para percorrer o trecho, que vai do Elevado Costa e Silva ao Viaduto Pompéia. A situação piorou com a inauguração do Shopping Bourbon Pompéia, em março. Os carros ficam freqüentemente parados no cruzamento das Avenidas Pompéia e Matarazzo e nas Ruas Turiaçu e Clélia.

O boom de empreendimentos comerciais nesse trecho, no entanto, pode estar só no começo. A Operação Urbana Água Branca, lançada em 1995 para impulsionar o desenvolvimento da região - que inclui Pompéia, Perdizes e Barra Funda -, ainda não decolou. O instrumento permite a construção acima dos limites, desde que as empresas paguem por isso. Dos 900 mil m² disponíveis para projetos comerciais, apenas 134.411 m² foram comprados e outros 34.508 m² estão em análise. O restante ainda pode ser usado. A construção residencial segue ritmo ainda mais forte. Dos 300 mil m² oferecidos pela operação urbana, foram usados 103.864m² e outros 256.310 m² estão sendo analisados.

A Prefeitura, no entanto, investiu pouco do que arrecadou com a operação urbana. De R$ 40,5 milhões recebidos, aplicou apenas R$ 1,7 milhão. O dinheiro deveria ser usado para melhorar a infra-estrutura da região e o trânsito. A Empresa Municipal de Urbanização (Emurb), responsável pelo fundo, alega que a maior parte foi depositada só no ano passado e é preciso esperar juntar determinado valor para abrir as licitações e fazer as obras. Enquanto isso, os engarrafamentos continuam. As informações são do O Estado de S. Paulo

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