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Na Europa e na Ásia, setor enfrenta onda de más notícias

A indústria automobilística global enfrentou ontem uma nova onda de notícias ruins, com o anúncio da queda nas vendas de veículos em novembro na Europa e na Ásia, que aprofundou a crise que o setor atravessa. Os fabricantes de automóveis estão reduzindo sua produção e buscando ajuda governamental para sobreviver, enquanto lutam contra os efeitos da crise financeira e do impacto negativo da situação econômica sobre a confiança do consumidor.

Agência Estado |

"A crise financeira e a debilidade da economia estão golpeando com toda a força o mercado automobilístico", afirmou Bertil Molen, presidente-executivo da organização sueca do setor. As vendas de automóveis na Espanha caíram pela metade em novembro, a maior queda em 16 anos e o sétimo mês consecutivo de baixa, por causa das conseqüências das restrições de crédito e do aumento do desemprego.

Os registros de carros novos na Suécia - sede das montadoras Volvo e Saab, que enfrentam sérios problemas - caíram 36%, somando 17.616 unidades no mês passado, a maior baixa mensal desde 1993, segundo dados da indústria. O jornal Financial Times informou ontem que as empresas americanas General Motors e Ford haviam pedido ajuda ao governo sueco para suas unidades Saab e Volvo, respectivamente, diante de uma possibilidade de venda das duas filiais. O governo sueco informou que estava conversando com a Saab e a Volvo sobre garantias de crédito, mas não deu mais detalhes.

Na França, as vendas totais da PSA Peugeot Citroën caíram mais de 17% - com uma baixa de 20% da marca Peugeot e de 14% da Citroën. No Japão, as vendas gerais em novembro diminuíram 18,2% quando comparadas ao mesmo mês do ano anterior. Na Coréia do Sul, as vendas combinadas das montadoras domésticas, incluindo a Hyundai Motor, baixaram 8,6% no mês.

Nos Estados Unidos, os executivos da General Motors correm para finalizar um plano de viabilidade que poderá ser apresentado ainda hoje ao Congresso dos EUA. A expectativa é a de que a montadora apresente propostas para as problemáticas operações do grupo na América do Norte e uma reestruturação de seu balanço patrimonial.

Os diretores da GM insistem que todas as saídas são possíveis, incluindo um pedido de concordata, caso o governo americano não conceda o empréstimo de US$ 25 bilhões pedido em conjunto pela companhia e por suas concorrentes Ford e Chrysler. No mês passado, os parlamentares americanos rejeitaram esse pedido.

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