Na contramão de Nova York, a Bovespa iniciou maio em baixa, ontem, pressionada pelo tombo das ações da Petrobras e Vale. O banco JPMorgan rebaixou a recomendação para os papéis da petrolífera brasileira e reduziu o preço-alvo para o ADR, de US$ 57,00 para US$ 48,00.

Na contramão de Nova York, a Bovespa iniciou maio em baixa, ontem, pressionada pelo tombo das ações da Petrobras e Vale. O banco JPMorgan rebaixou a recomendação para os papéis da petrolífera brasileira e reduziu o preço-alvo para o ADR, de US$ 57,00 para US$ 48,00. Contudo, as perdas do Ibovespa no fechamento foram contidas em razão da robustez dos ganhos das Bolsas em Wall Street, patrocinados por indicadores que mostraram recuperação da economia do país. O Ibovespa inaugurou maio com queda de 0,61%, aos 67.119,41 pontos. No ano, a Bolsa tem perdas de 2,14%. Segundo um operador, várias notícias pesaram negativamente sobre os principais papéis do Ibovespa, impedindo o índice de fechar no azul. O humor dos investidores já amanheceu um pouco ruim por causa do aumento do depósito compulsório na China pela 3ª vez neste ano, pela decisão da Austrália de criar um imposto sobre lucros que pode abocanhar uma gorda fatia das operações de mineração em terra no país, e pelas preocupações com o desfecho da crise grega, apesar de a União Europeia ter acertado com o FMI uma ajuda recorde. A elevação do índice ISM de atividade industrial dos EUA em abril para o melhor nível desde junho de 2004 e a alta dos gastos dos consumidores e da renda pessoal em março em linha com o esperado prevaleceram ante o noticiário da China e da Austrália. No mercado de câmbio, o dólar à vista caiu 0,40%, a R$ 1,730, mesmo após dois leilões realizados pelo Banco Central, o que se repetiu pela terceira sessão consecutiva. Os juros subiram. A taxa para janeiro de 2011 avançou a 11,19%.

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