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Na Agra, imóveis agora só com garantia do SFH

A direção da construtora Agra, cujo acordo para venda de seu controle à Cyrela foi desfeito esta semana, disse ontem que as palavras de ordem na companhia atualmente são conservadorismo financeiro e preservação do caixa. A política da empresa é só lançar imóveis com financiamento à obra garantido pelo Sistema Financeiro da Habitação (SFH), disse o diretor-financeiro da companhia, Ricardo Setton.

Agência Estado |

A empresa também reduziu sua previsão de lançamentos de R$ 2,1 bilhões para R$ 1,4 bilhão este ano. Para 2009, a estimativa também é de lançar R$ 1,4 bilhão.

De acordo com executivos, a empresa tem caixa suficiente para garantir as operações e as metas. "Temos caixa de R$ 120 milhões com a venda de alguns ativos. E esse efeito de R$ 120 milhões é muito maior, porque significa menos desembolso para os imóveis que seriam construídos nesses terrenos. Vamos ficar com um caixa de R$ 300 milhões, suficiente para não precisar de mais nenhum recurso novo no nosso caixa", disse, em teleconferência com analistas, o presidente da Agra, Luiz Roberto Horst.

Na segunda-feira, a Cyrela Brazil Realty e a Agra anunciaram que desistiram da proposta de integração das companhias, que ocorreria por meio da incorporação da Agra pela Cyrela. Com o fim do acordo, a Cyrela se comprometeu a comprar alguns terrenos da Agra por R$ 120 milhões.

De acordo com Horst, a sobreposição de parceiros na Bahia foi o principal entrave para a união das empresas. "Ninguém quis prejudicar nenhum parceiro. A Agra não iria prejudicar nenhuma parceria de longo prazo, ainda mais em uma posição tão importante como a Bahia", disse. "Então, decidimos não seguir em frente na fusão."

"Existiam áreas exclusivas. Tínhamos concorrentes locais em que um era parceiro da Cyrela e outro da Agra, e eles não queriam abrir mão disso. São pessoas que apostaram suas empresas nessas parcerias. Ficamos 90 dias lutando com isso, tiveram algumas parcerias que não conseguimos dissolver em prol de uma parceria maior, e infelizmente nosso negócio ficou comprometido", disse.

A Agra calcula que os terrenos que estão sendo vendidos pela empresa para a Cyrela têm um valor geral de vendas (VGV) estimado em R$ 900 milhões. E, segundo Horst, mesmo com a venda dos terrenos, a Agra continua com um "banco de terrenos" avaliado em R$ 10,7 bilhões. Segundo Horst, a empresa não tem nenhuma cláusula nos contratos de permuta que imponha prazos para o lançamento dos imóveis. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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