Na 1ª semana oficial no País, lojas de SP e RJ vendem 30 iPhones por dia

Devido à grande procura, a Claro aumentou os números dos pontos de venda do celular

Anderson Dezan e Luciana Fracchetta, do iG |

Uma semana após o lançamento oficial do iPhone no País, a reportagem do iG foi às ruas para acompanhar a venda de aparelhos. Segundo os vendedores da Claro e da Vivo, que detêm a comercialização do celular, cerca de 30 iPhones são vendidos diariamente por loja nessas duas capitais.

Devido à grande procura, a Claro aumentou os números dos pontos de venda do celular. Inicialmente, o iPhone 3G estava sendo vendido em 25 lojas da operadora no Brasil. Hoje, o aparelho pode ser encontrado em 55 endereços, sendo seis no Rio e nove em São Paulo. O estoque nesses locais está sendo reposto, em média, a cada dois dias. Já a assessoria da Vivo informa que o celular pode ser encontrado em 50 estabelecimentos da empresa no País, mas que esse número tende a aumentar.

Um vendedor da Claro, que preferiu não se identificar, revelou à reportagem que na loja onde trabalha, localizada na zona sul do Rio, foram vendidos 38 unidades do modelo somente no último sábado. A loja da Vivo no Shopping Higienópolis, zona oeste de São Paulo, informou que em quatro dias foram vendidos cerca de 200 iPhones, com uma média de 50 unidades por dia.

Anderson Dezan / US
Consumidores em loja no Rio de Janeiro à procura por iPhone

Os números são considerados altos pelas operadoras, já que o aparelho custa em média R$ 2.200, para a versão com 16GB, e R$ 1.500, com 8GB - o preço varia conforme o plano escolhido pelo cliente. Um balanço divulgado pela Vivo revelou também que, no primeiro dia de comercialização do iPhone 3G, as vendas de outros produtos e serviços da operadora aumentaram em 30%. De acordo com empresa, ao procurar o aparelho da Apple os clientes acabaram adquirindo outros itens da loja.

Os números, apesar de inferiores às vendas no exteior, são comemorados pelas operadoras. Lá fora, foram vendidos 1 milhão de aparelhos no três dias seguintes ao lançamento do modelo 3G, realizado em mais de 20 países no dia 11 de julho. A primeira edição do iPhone demorou 74 dias para atingir essa marca. Só na Itália, a Telecom Italia informou ter vendido mais de 16 mil iPhones 3G nas primeiras horas do dia em suas lojas, dos quais algo como 70% eram do modelo de 16 GB.

Clientes

Segundo a Claro, as pessoas que têm comprado o iPhone 3G são, na maioria, clientes antigos da operadora e que estão na faixa etária entre 30 e 50 anos. Esse é o caso do administrador de empresas Neto Rocha. Ele foi aconselhado pelo primo a comprar o aparelho e não pensou duas vezes antes de adquirir o seu.

Anderson Dezan/US
Celular está sendo vendido em 55 lojas da Claro

"Viajo, pelo menos, quatro vezes por mês, tanto pelo Brasil quanto para o exterior. Não gosto de levar aparelhos grandes, como laptops, e, por isso, decidi compra o iPhone 3G. Ele armazena muitas informações e ocupa um espaço muito menor", conta.

Rocha diz ainda que o preço está um pouco caro, mas que o gasto é compensado pela tecnologia e agilidade que o aparelho oferece. Com o iPhone 3G, o usuário pode realizar tarefas de diversos lugares sem a necessidade de conexão à rede Wi-Fi, já que as redes 3G viabilizam tanto downloads de voz como de dados.

A nova versão é mais fina que a original e tem ainda como recurso um módulo GPS, que localiza onde o usuário está, cria itinerários e fornece informações sobre o trânsito. O novo iPhone também é quase três vezes mais veloz que o modelo anterior no acesso à internet quando conectado a uma rede 3G.

Até agora, não houve reclamação e nem devolução de nenhum aparelho, as pessoas procuram mais as lojas para tirarem dúvidas sobre o software, informou uma funcionária da Vivo. As pessoas que adquirem um iPhone já tem noção de como ele funciona e sabem mexer nos comandos, disse a vendedora.

A advogada Daniela Reis estava ansiosa pelo início das vendas do celular no País e, como sabia que o preço inicialmente seria elevado, pediu para um amigo trazer um exemplar dos Estados Unidos. Ela possui o seu desde maio, cuja versão é o de 8GB e veio desbloqueado.

"O iPhone é um telefone que é praticamente um computador. Ele manda mensagens, acessa internet e tira fotos em alta resolução, entre outras funcionalidades. Essa grande oferta de tecnologia chamou a minha atenção e me fez pedir a um amigo para trazer um para mim dos Estados Unidos, onde o preço está muito mais em conta", diz.

Mercado ilegal

Anderson Dezan/US
Aparelho pode ser encontrado em 50 lojas da Vivo

O modelo 3G também está sendo vendido de maneira ilegal no Mercado Popular da Uruguaiana, no centro do Rio. Seguindo a tendência dos shoppings, o volume de vendas no local também é alto, mas, no entanto, os clientes não têm encontrado preços muito abaixo da média, principal característica do camelódromo.

Segundo uma vendedora, que preferiu não se identificar, o aparelho de 16GB, já desbloqueado, sai por R$ 2.000 e só é vendido através de encomendas. Ela revela que as vendas aumentaram depois que o iPhone 3G foi lançado oficialmente no Brasil. No entanto, para a vendedora, o aumento da procura é reflexo do câmbio.

"Estamos vendendo esse aparelho que nem água. Mas para comprar o seu, tem que fazer encomenda. Hoje, eu só tenho dois em estoque. Por causa da crise americana e do dólar em alta as pessoas estão procurando mais", conclui.

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