SÃO PAULO - O presidente do Paquistão, Pervez Musharraf, anunciou nesta segunda-feira em rede de TV que deixará o cargo após semanas de pressão para que saísse do poder. Partidos do governo de coalizão movimentam processo de impeachment de Musharraf, acusado de violar a constituição e má-conduta, entre outras faltas.

Após analisar a situação e consultar conselheiros legais e aliados políticos, decidi pela demissão. Deixo meu futuro nas mãos do povo, declarou o representante paquistanês. Musharraf defendeu sua inocência e considerou infundadas as acusações feitas contra ele.

Musharraf chegou ao poder em outubro de 1999 mediante um golpe de Estado. Sua popularidade foi fortemente minada em novembro do ano passado, quando, com o propósito de garantir sua reeleição por mais cinco anos, destituiu os juízes da Corte Suprema e declarou o estado de exceção.

Embora tenha alcançado seu objetivo, a oposição considerou a reeleição como ilegal. Com a perda nas eleições legislativas, Musharraf, aliado dos EUA na guerra contra o terrorismo, enfrentava um clima político tenso.

Em reação à notícia de renúncia, a secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, afirmou que Musharraf era um amigo dos Estados Unidos e um dos parceiros mais comprometidos do mundo na guerra contra o terror e o extremismo.

(Valor Online, com agências internacionais)

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