Segundo FMI, grupo de 20 economias desenvolvidas e emergentes precisa estimular poupança, reduzir déficits e alimentar demanda

O Fundo Monetário Internacional entende que o crescimento global sofrerá se o grupo das 20 economias desenvolvidas e emergentes não coordenarem esforços para reequilibrar a demanda global, afirmaram autoridades da entidade no sábado.

Políticas coordenadas para estimular poupança e reduzir déficits em países ricos como os Estados Unidos e alimentar a demanda doméstica em economias em desenvolvimento como a China podem alavancar o crescimento de forma substancial.

Falando no encerramento de uma cúpula do G20 para ministros da Fazenda e presidentes de bancos centrais na cidade sul-coreana de Busan, o diretor-gerente do FMI, Dominique Stauss-Khan, disse estar "totalmente confortável" com um comunicado final defendendo que países da zona do euro em dificuldades acelerem sua consolidação fiscal.

"Eles têm de consolidar fortemente, mesmo que isso tenha um efeito negativo sobre o crescimento", afirmou, em referência à Grécia e a outros países do sul da Europa que enfrentam déficits elevados. "Alguns países têm de voltar rapidamente à normalidade. Alguns outros podem avançar deixando que os estímulos expirem sozinhos."

Um relatório do FMI apresentado mais cedo na reunião do G20 estima que a adoção coerente das políticas de ajuste possam elevar o crescimento global em até 2,5 por cento anualmente durante um período de cinco anos. Strauss-Kahn disse que 30 milhões de postos de trabalho podem ser criados com essas iniciativas.

Em setembro último, os líderes do G20 prometeram adotar medidas para reequilibrar o crescimento global para eliminar grandes superávits comerciais na Ásia e um endividamento gigante em países mais ricos. Eles pediram ao FMI que estudasse os efeitos dos diferentes ritmos de implementação de tais políticas.

Strauss-Kahn disse que as angústias da Europa são um problema global e que é importante que a Ásia, por meio de suas políticas de câmbio, ajude com o vital reequilíbrio econômico global. "O FMI ainda acredita que o iuan ainda está substancialmente subvalorizado...(mas) mesmo uma valorização de 20-25 por cento não resolve todos os desequilíbrios e você tem mais a fazer, então é apenas parte do problema e você ainda tem outros desequilíbrios."

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