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Mundo poderia abandonar uso de petróleo até 2090, diz Greenpeace

Genebra, 27 - O mundo poderia abandonar o uso de combustíveis fósseis até o fim do século e transformar o petróleo em apenas um capítulo da história. A projeção é do Greenpeace, que apresentou um relatório sobre o futuro da energia no mundo e concluiu que essa revolução poderia ocorrer até 2090 se o planeta destinasse trilhões de dólares à energia renovável.

Agência Estado |

O relatório é uma receita de como o mundo poderia modificar sua base energética e reduzir as emissões de gás carbônico. Para os ativistas, os governos devem manter suas metas de uso de energia renovável.

Até 2030, o Greenpeace estima que o mundo precisaria gastar US$ 14,7 trilhões para o desenvolvimento de energias renováveis. "Energias renováveis poderiam fornecer toda a energia necessária no mundo até 2090", indica o estudo. Em um cenário mais ambicioso, essa mudança poderia já ocorrer em 2050, com a expansão de energia solar, biomassa e etanol. Num ritmo mais modesto, energias renováveis poderiam representar 30% do consumo de energia no mundo em 2030 e 50% em meados do século.

Em várias partes do mundo, governos vem pensando em formas para superar a dependência ao petróleo e reduzir suas emissões de gás carbônico. Mas, com a atual crise, setores industriais alertam que não estão dispostos a pagar pela revolução. Para os ativistas, essa é exatamente a melhor hora de fazer a reforma no sistema, já que os investimentos nesse setor criariam empregos e ainda evitariam uma recessão prolongada.

A análise pede que os governos retirem os subsídios aos combustíveis fósseis e à energia nuclear. Outro pedido é para que limitem as emissões e coloquem metas para o uso de energias renováveis nos vários setores. Outra medida seria novas exigências na construção de carros.

Lucro

Apesar da situação atual na Alemanha e em outros países europeus com o etanol, o Greenpeace estima que o setor de energias renováveis está tendo lucros enormes. Entre 2006 e 2007, esses lucros dobraram e superaram a marca de US$ 70 bilhões.

Mas as projeções dos ativistas é bem diferente do que prevê a Agência Internacional de Energia. Para a entidade, que serve aos países ricos, apenas 13% da energia produzida no mundo em 2030 será de fontes renováveis.

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