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Múltis vão pressionar contra revisão da lei brasileira

Multinacionais do petróleo vão pressionar o governo contra a revisão da lei do setor e a idéia de criação de uma empresa 100% nacional para explorar as futuras reservas no Brasil. Ontem, a Agência Internacional de Energia (AIE) apontou que o Brasil terá o segundo maior crescimento de produção entre os países que não fazem parte da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) até 2013.

Agência Estado |

Mas alerta que, sem um quadro legal definido, os investimentos podem ter atrasos e as novas descobertas podem levar mais tempo que o previsto para dar resultados.

A AIE não esconde que o campo de Tupi é uma das esperanças para que o mundo saia da crise do petróleo. Para a agência, o Brasil deve ter um incremento de produção de 800 mil barris até 2013, superado apenas pelo Canadá. Enquanto isso, há previsão de queda nas reservas de Estados Unidos, Noruega e México.

"Todos os países mudam as leis conforme as descobertas de reservas. No Brasil, não pode ser diferente", disse o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão. Mas, durante o Congresso Mundial de Petróleo, que ocorre nesta semana em Madri, as empresas deixaram claro que vão pressionar para impedir que as novas leis os prejudiquem.

"Temos muito interesse no País, mas, numa revisão das questões fiscais dos contratos para as próximas reservas, o governo precisa entender que ainda é cedo para fazer grandes mudanças", disse o presidente mundial da Exxon, Rex Tillerson. Segundo ele, as novas descobertas vão exigir investimentos jamais feitos em outras reservas nas últimas décadas. "A extração será um dos maiores desafios tecnológicos e a operação será uma das mais caras já realizadas."

Para o presidente mundial da Total, Christophe de Margerie, as descobertas no Brasil "são grandes notícias para o mundo" e se trata do principal fato em termos de reservas nos últimos anos. "Mas a exploração levará tempo, vai exigir muito investimento e não resolverá a situação atual", disse.

Margerie lamenta não ter tido uma aliança mais estreita com a Petrobrás, como fez a Exxon. "Quem esteve perto da empresa brasileira ganhou. Queremos agora também ter uma aproximação e oferecer nossa tecnologia", afirmou. Em estudo revelado ontem pela BP, o Brasil terminou 2007 com 1% das reservas mundiais. A produção seria de 2,3% do total.

Atraso

Num relatório divulgado ontem, a AIE alerta que a expansão da produção no Brasil até 2013 pode sofrer atrasos, reforçando a voz das empresas de que seria cedo para o governo já impor novas leis. A AIE até fez uma revisão para baixo da produção, de 300 mil barris a menos para 2012. "Novos atrasos não podem ser descartados, principalmente diante do fato de as novas explorações ocorrerem em águas profundas", observou a agência.

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