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Múltis asiáticas assumem controle de negócios no País

Mais três grandes multinacionais, todas de origem asiática, planejam construir fábricas no Brasil nos próximos dois anos. O trio adotou estratégias semelhantes para a entrada no mercado, iniciando atividades com importações e, depois, partindo para a produção local.

Agência Estado |

Hyundai Heavy Industries, Kawasaki e Suzuki querem um pedaço de três setores que crescem acima da média do País.

A indústria automobilística, setor de atuação da Suzuki, deve crescer 24% em vendas este ano. O segmento de motocicletas, que abrigará a Kawasaki, projeta crescimento de 20%. Já a área de máquinas e equipamentos, puxada pela construção civil, atraiu a Hyundai com faturamento 25% superior ao de 2007 no primeiro semestre. O PIB brasileiro deve crescer por volta de 5%.

A divisão do grupo coreano Hyundai que produz máquinas e equipamentos assumirá a importação oficial de produtos da matriz e, até 2012, vai instalar uma fábrica local. Os planos da empresa serão anunciados na próxima semana.

Há dois anos, os produtos da Hyundai entraram no País por meio de importação feita pela Brasil Máquinas de Construção (BMC), do grupo Comexport e hoje, segundo fontes do setor, detém 22% do mercado de escavadeiras, atrás apenas da Caterpillar, líder com 34% das vendas do equipamento.

A empresa está de olho no aquecido mercado da construção, cuja demanda por equipamentos tem gerado fila de espera para produtos nacionais.

O gerente de produto da Sotreq, maior revendedora Caterpillar no País, José Ricardo Leite, confirma que alguns equipamentos como retroescavadeira, carregadeiras de pequeno e médio porte e compactadores levam de 60 a 120 dias para serem entregues.

"Há uma demanda forte na área de infra-estrutura, com a construção de estradas, por exemplo, e de construção civil, na área de moradias", explica Leite. A Sotreq decidiu ampliar importações para complementar a linha nacional e também oferecer diversificação de produtos. Das vendas atuais do grupo, 40% das máquinas vêm de fora do País, ante 10% há cerca de três anos. A Hyundai Heavy Industries, que deve manter parceria com a BMC, espera vender este ano 2 mil equipamentos no País, contra 800 no ano passado e 270 em 2006.

Há duas semanas, a divisão de automóveis do grupo, a Hyundai Motor, também anunciou uma fábrica no País, em Piracicaba (SP) para produzir um automóvel compacto. A marca já tinha representação no País, o grupo Caoa, que continuará como importador oficial de produtos sem produção local, além de ter permissão para fazer o minicaminhão HR e o utilitário-esportivo Tucson.

Inicialmente, a Hyundai deve investir US$ 600 milhões para uma produção anual de 100 mil veículos a partir de 2011.

A Kawasaki, fabricante japonesa de motocicletas, também anuncia na próxima semana a instalação de uma fábrica em Manaus (AM). A empresa assumirá 100% das operações no País, começando com as importações, hoje feitas por grupos independentes que tinham contrato de representação. A Ava, pertencente a um empresário espanhol, chegou a montar algumas unidades de motos Kawasaki em Manaus, com licença da marca japonesa, mas o negócio foi paralisado.

Outra companhia japonesa que volta ao País como importadora, mas com projeto de ter uma fábrica local é a Suzuki. A marca esteve presente no mercado brasileiro entre 1991 e 2003, período em que vendeu 24,8 mil veículos. Neste mês, apresentou o Grand Vitara, o primeiro modelo que será importado nessa fase de retorno ao Brasil.

Em dois anos, a Suzuki pretende confirmar a construção de uma fábrica em Goiás, Estado que já abriga a Mitsubishi, um investimento do empresário Eduardo Souza Ramos, que também é sócio Suzuki Veículos Brasil (SVB Automotores), criada para comandar as operações da marca no País.

Ao contrário da Hyundai e a Kawasaki, que vão operar diretamente os negócios no País, a Suzuki assinou uma carta de intenção com a SVB garantindo a opção futura para fabricar veículos da marca no País. A participação da matriz japonesa como sócio, porém, não está descartada.

Entre as asiáticas, a japonesa Toyota também anunciou uma segunda fábrica no País, em Sorocaba (SP). Com início de operações previsto para 2011 e cerca de US$ 750 milhões em investimentos terá capacidade para 150 mil veículos/ano.

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