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Multigrain investirá US$350 mi em usina de álcool na Bahia

Por Inaê Riveras SAO DESIDÉRIO, Bahia (Reuters) - A companhia agrícola brasileira Multigrain S.A. investirá 350 milhões de dólares em uma usina de etanol que será construída no complexo de 120 mil hectares que a empresa tem na Bahia.

Reuters |

São proprietárias da Multigrain a japonesa Mitsui & Co Ltd, a cooperativa norte-americana de alimentos e energia CHS Inc e a trading brasileira PMG Trading SA.

'Nós pretendemos vender o etanol para o mercado local inicialmente e, numa segunda etapa, exportar', disse o presidente da Multigrain, Paulo Garcez.

A usina, cuja construção começará neste ano, deve iniciar as operações num período de 24 meses após o início das obras, e levará mais um ano para atingir a capacidade máxima de moagem de 3,5 milhões de toneladas de cana por ano.

Toda a cana que será processada pela usina virá das lavouras da companhia na Bahia, onde atualmente planta soja, algodão e milho, assim como de cana-de-açúcar em caráter experimental. Todas as áreas de cana serão irrigadas.

As exportações de álcool, no entanto, vão depender da construção da ferrovia Leste-Oeste, que deve ligar o interior baiano à cidade de Ilhéus, disse Garcez.

A Multigrain adquiriu a primeira fazenda no oeste da Bahia em 2003. A região tem registrado um crescimento acelerado do plantio de algodão e soja.

Desde então, a empresa juntou forças com a Mitsui e a CHS e comprou diversas terras contíguas que atualmente integram uma grande fazenda, chamada Xingu, com oitenta quilômetros de uma ponta a outra.

A companhia gastou 400 milhões de dólares apenas com a aquisição de terras, segundo Garcez.

Da área total, a Multigrain hoje cultiva 55 mil hectares, a maior parte deles com soja e algodão. A empresa pretende expandir a área plantada para 100 mil hectares até a temporada 2009/10.

No mesmo complexo, foi inaugurada na quinta-feira a maior unidade de descaroçamento de algodão do Brasil, com capacidade inicial para produzir 20 mil toneladas de fibra e que deve ser dobrada em uma segunda fase.

Os planos para o complexo Xingu são mais ambiciosos e incluem a construção de uma unidade de esmagamento de grãos, uma usina de biodiesel, 200 residências para os trabalhadores, uma escola, um hospital e até mesmo uma igreja, já que a cidade mais próxima fica a 100 quilômetros do local.

A Multigrain também está investindo em áreas de preservação dentro do complexo, que já é auto-suficiente em água e pretende conseguir o mesmo com a energia elétrica, por meio da queima do bagaço de cana.

'A sustentabilidade é fundamental neste projeto. Se você não produzir etanol sustentável, está fora do jogo', disse Stefano Rettore, presidente da subsidiária brasileira da CHS.

A parceria com a Multigrain é o primeiro investimento da CHS em produção fora dos Estados Unidos. Constituída por fazendeiros e cooperativas, a CHS possui uma participação na fabricante norte-americana de etanol Verasun, que produz o combustível a partir do milho.

A Mitsui, segunda maior trading do Japão, possui uma parceria com a Petrobras em usinas de etanol e para construção de um alcoolduto. A companhia também possui negócios conjuntos com a Vale .

Garcez disse que os planos futuros da Multigrain incluem a compra de mais terras, uma parceria em um terminal no porto de Ilhéus e o leasing de vagões de trens.

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