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Mulheres avançam no mercado de trabalho, mas homens ainda ganham mais

SÃO PAULO - As mulheres incorporadas ao mercado de trabalho até o ano passado têm melhor qualificação escolar do que os homens. Elas também ampliaram sua inserção no mercado, já que o percentual das mulheres que trabalham subiu de 46% do total em 1996, para 52,6% do contingente feminino em 2006.

Valor Online |

Os dados constam do levantamento feito pela Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres (SPM) em parceria com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e o Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher (Unifem).

Os números divulgados hoje revelam que mesmo com o avanço das mulheres, os homens continuam com uma participação maior, pois 72,9% deles estão no mercado de trabalho.

A SPM avalia que as razões para o aumento do número de mulheres ocupadas são a redução da taxa de fecundidade, novas oportunidades de trabalho, além das mudanças culturais dos papéis atribuídos a homens e mulheres atualmente. A melhoria do nível de escolaridade também é fundamental para a mudança de cenário.

Segundo o estudo, em praticamente todos os indicadores de educação as mulheres apresentam melhores condições do que os homens. Mesmo assim, ainda são os homens que têm os melhores cargos e os salários mais altos.

No ensino fundamental, a taxa líquida de escolaridade (que mede a proporção da população matriculada no nível de ensino adequado à sua idade) é de 94,7% entre os homens e de 95,6% entre as mulheres (em 1996 era de 85,6% e de 87,4%, respectivamente). No ensino médio essa taxa é de 42% entre os homens e de 52,3% no caso das mulheres (em 1996 era de 19,9% e de 28,5%, respectivamente).

A renda média dos brasileiros, de R$ 885,56, é bem maior do que a renda média das brasileiras, de R$ 577,01. A desigualdade por raça e cor é ainda mais ostensiva. Os negros do país têm renda média de R$ 501,97, contra R$ 986,49 verificado no caso do brancos.

De acordo com as entidades responsáveis pela pesquisa, os dados de remuneração indicam dupla discriminação no caso das mulheres negras, cuja renda média (R$ 383,39) equivale a 32% do rendimento médio de homens brancos (R$ 1,181,09). Há, no entanto, uma redução de 10% nessa diferença se for feita comparação com os números de 1996.

(Valor Online)

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