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Mulher processa tele israelense que acabou com seu casamento

Jerusalém, 28 out (EFE).- Uma judia ultra-ortodoxa processou uma das principais companhias de telefonia celular de Israel por ter transferido, sem sua autorização, informações pessoais para seu marido, que suspeitava que ela poderia ter um amante.

EFE |

No processo ela pede 2,5 milhões de shekels (mais de 500 mil euros) por danos e prejuízos, e alega que a companhia Pelephone violou o contrato de confidencialidade com seu cliente, e que essa ação levou à "destruição de sua vida familiar".

O documento, interposto na semana passada, indica que um representante da companhia rompeu a cláusula de confidencialidade, pois deu ao marido detalhes sobre as chamadas da mulher.

Após ter acesso a esses dados, que sugeriam que sua mulher tinha falado por telefone com outro homem, o marido pediu divórcio.

Uma vez divorciada, a mulher sofreu com o ostracismo na comunidade ultra-ortodoxa à qual sempre pertenceu.

"Disse a eles (aos empregados da companhia) o que poderia acontecer, adverti, supliquei e expliquei que isso poderia me levar à morte", declarou a mulher ao site do diário "Yedioth Ahronoth".

Em declarações ao mesmo jornal, o advogado da mulher, Guy Ophir, disse que a vida de sua cliente foi arruinada. "Ela perdeu tudo, sua família, seus amigos e sua comunidade", frisou. EFE db/rr

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