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Mudou tudo na música (menos a vontade de ouvir cada vez mais)

Mudou tudo na música (menos a vontade de ouvir cada vez mais) Por Alexandre Matias São Paulo, 20 (AE) - Num mundo em que qualquer música pode ser baixada fácil e gratuitamente - ainda que de forma ilegal -, como a indústria pode convencer o público a voltar a pagar por música? E numa realidade na qual quem baixa MP3 de graça é rotulado de pirata, como legalizar o download? Que tal, em vez de comprar MP3 por MP3, pagar uma assinatura e poder baixar todas as músicas do mundo? Essa é a proposta feita por dois fabricantes de celular que podem mudar o modelo de negócios da indústria fonográfica. O flerte entre telefonia móvel e música online era tendência apontada no começo do ano (http:// tinyurl.

Agência Estado |

com/link-musica-no-celular). A novidade é que SonyEricsson e Nokia inverteram a lógica atual do comércio de música digital e inauguraram serviços em que você paga uma taxa fixa e tem direito a baixar quantos arquivos quiser.

Os dois serviços já estão funcionando em países da Europa e anunciados para chegar por aqui em 2009. Marcam uma mudança que pode ser a saída para a confusão em que o mercado de discos se meteu depois que a internet e o MP3 entraram em cena.

Há quem aponte para a rede mundial de computadores como a grande vilã da crise na indústria, mas o detonador desta foi a reação inútil das gravadoras à troca gratuita de MP3 via rede. Em vez de perceber que tinha uma ferramenta perfeita para levar a música direto ao ouvinte - sem intermediários -, as grandes gravadoras chegaram a processar seus próprios clientes. A reação do público fez com que a reputação da indústria do disco desabasse, abrindo espaço para a entrada de empresas sem tradição no mercado de música na história.

E, como o que é crise para uns é oportunidade para outros, assistimos à entrada de fabricantes de computadores e softwares, sites e redes sociais, operadoras de telefonia celular e empresas de videogame num meio que, durante décadas, sobreviveu do casamento entre rádios e gravadoras.

Mas, num mundo em que rádio e disco não são dominantes, agora é cada um por si. E as caixas de som abriram espaço para o fone de ouvido, novo símbolo da experiência musical. Graças a MP3-players portáteis e músicas baixadas no computador, ouvir música passou a ser um processo pessoal e intransferível - e cada um se torna, aos poucos, editor da trilha sonora da própria vida.

Cabe à indústria facilitar a vida do público. Em vez de dizer o que ele deve ouvir, os novos players do mercado de música oferecem mais e mais alternativas para o ouvinte ter acesso a cada vez mais música. Baixar música online é fácil, o mais difícil é encontrar uma música em especial. Com esse novo modelo que toma forma no final de 2008, não é exagero imaginar que, ao fim desta década, o mercado tenha entendido algo que o público já sabe: música deixou de ser um produto (o disco) para se tornar um serviço.

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