O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), quebrou o silêncio ontem ao afirmar que o projeto do pagamento dos royalties do petróleo, da forma como está, é inaceitável. Eu não conhecia direito o projeto, mandei pegar em Brasília.

É uma preocupação correta ter os benefícios do petróleo para todo o Brasil. Mas o projeto, do jeito que está, arruína o Rio de Janeiro e o Espírito Santo. Portanto, é inaceitável nesses termos", declarou.

Governador de um Estado produtor de petróleo e pré-candidato do PSDB nas eleições presidenciais, Serra tem evitado polêmicas. A direção do seu partido avalia que esse é um tema espinhoso em ano eleitoral e Serra tem mais a perder politicamente do que a ganhar.

Os governadores do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), e do Espírito Santo, Paulo Hartung (PMDB), têm sido bastantes críticos em relação à proposta de alteração da distribuição de royalties. Serra é a favor de que a distribuição futura dos royalties do pré-sal alcance, sim, todos os Estados. Mas questionou a mudança para as áreas já licitadas.

"Acho legítimo entregar recursos do petróleo para beneficiar o Brasil como um todo, mas não se pode fazer isso liquidando dois Estados", afirmou o governador. Na avaliação do tucano, o projeto da forma como está "pode quebrar governos estaduais".

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