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Sorocaba, SP, 21 - As fazendas Tangará e Marruá, na região de Iaras, ocupadas ontem por integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), são consideradas improdutivas, informou a superintendência do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), em São Paulo. De acordo com o órgão, o governo prepara o processo de desapropriação dos 750 hectares - a soma das duas áreas - para possibilitar o assentamento de famílias cadastradas pela reforma agrária.

O decreto de desapropriação depende de uma licença ambiental a ser dada pela Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo. De acordo com o Incra, o fato de a área estar sendo utilizada para plantio de cana-de-açúcar não descaracteriza a condição de improdutividade constatada durante a vistoria.

O dono da Tangará entrou hoje com pedido de reintegração de posse no Fórum de Agudos. O processo deve ter uma decisão amanhã. O coordenador estadual do MST, Delweck Matheus, disse que os militantes foram orientados a cumprir eventual ordem de desocupação, mas permanecerão acampados nas proximidades. De acordo com o líder, cinco fazendas, totalizando cerca de 4 mil hectares, foram consideradas improdutivas na região de Iaras. "Vamos concentrar nossas ações para obter essas terras para assentamentos", disse.