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SÃO PAULO - A incorporadora MRV conseguiu vender R$ 516,4 milhões em debêntures com vencimento em quatro anos, em uma oferta que se encerrou sexta-feira. Apesar de a emissão ter superado o volume inicial de R$ 400 milhões, a operação demonstrou que os investidores ainda não estão tão ávidos por papéis do setor da construção.

Além de o lote suplementar de debêntures não ter sido totalmente colocado, não houve recuo na remuneração oferecida pela empresa, indicando que a demanda não foi elevada. A taxa manteve-se na variação do Depósito Interfinanceiro (DI) mais 1,6% ao ano.

A companhia vai usar os recursos para a aquisição de terrenos e para o capital de giro.

Depois que a Klabin Segall, atual Agre Empreendimentos, teve de renegociar no começo do ano passado um total de R$ 432,5 milhões com seus debenturistas, o apetite dos investidores pelas construtoras recuou. Em janeiro deste ano, as empresas voltaram a fazer emissões.

A primeira delas foi a Brookfield, que levantou R$ 366 milhões em uma emissão com duas séries, com vencimentos em quatro anos e em seis anos. Para a primeira delas, a taxa oferecida recuou de DI mais 2,2% para 2%. Já para a outra série, a remuneração manteve-se em 9,5% ao ano mais a variação da inflação medida pelo IPCA.

Apesar do receio dos investidores com as incorporadoras, ofertas, como a de R$ 2,7 bilhões da Cemig, a demanda foi mais do que o dobro da oferta. (Carolina Mandl | Valor)

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