A empresa de energia do grupo EBX, de Eike Batista, a MPX, informou hoje que vai investir US$ 1,906 bilhão até o ano de 2020 na Colômbia para produzir carvão mineral para abastecer seus projetos de termelétricas no Brasil e no Chile. A perspectiva é de chegar a 2020 produzindo 20 milhões de toneladas de carvão por ano.

Apenas com as minas a céu aberto e subterrâneas já perfuradas, estima-se que seja possível produzir 15 milhões de toneladas de carvão por ano.

Em teleconferência realizada hoje, o diretor financeiro e de Relações com Investidores da MPX, Rudolph Ihns, disse que do total dos investimentos previstos para a Colômbia, pouco mais de US$ 200 milhões serão captados até 2015. Já a partir de 2012, a produção nas minas de céu aberto começará a contribuir com geração de caixa nestes projetos e em 2015 poderão suprir completamente os investimentos, não sendo mais necessárias novas captações.

A captação será feita por meio de empréstimo-ponte inicialmente e depois substituída por financiamentos de longo prazo, sempre junto a instituições financeiras colombianas. "Estamos pensando em financiamento de sete a dez anos para a área de mineração e de 12 a 15 anos para os investimentos em infraestrutura", disse o diretor.

O presidente da MPX, Eduardo Karrer, disse que a execução dos processos logísticos previstos pela empresa na Colômbia são "premissas" prioritárias para a realização dos demais projetos de mineração naquele país. "Os projetos partiram do ponto de vista integrado. Se não tiver logística, alguém vai arbitrar nesta área. E não faz parte do perfil da nossa empresa deixar isso para outros. Optamos por ter soluções logísticas sob nosso controle", afirmou na teleconferência com analistas do setor.

Ele não descartou, no entanto, a possibilidade de atrair parceiros que possam operar os modais rodoviários, ferroviários e o portuário, que a companhia planeja desenvolver na Colômbia para escoar sua produção nas minas locais. Ainda na teleconferência, Karrer ressaltou a importância dos projetos integrados, tanto das usinas térmicas no Chile e Brasil, quanto do Porto do Açu, na costa fluminense. "Nossa obrigação é alavancar recursos via integração", disse.

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