A MPX Energia, empresa do grupo do empresário Eike Batista, vai investir US$ 1,906 bilhão até 2020 na Colômbia para produzir carvão mineral para abastecer seus projetos de termelétricas no Brasil e no Chile. A perspectiva é chegar a 2020 produzindo 20 milhões de toneladas de carvão por ano.

Apenas com as minas a céu aberto e subterrâneas já perfuradas, estima-se que seja possível produzir 15 milhões de toneladas por ano, com previsão de início a partir de 2012.

A empresa anunciou ontem a identificação de 1,74 bilhão de toneladas de recursos potenciais de carvão na Colômbia. A companhia conta em seu sistema de produção com três minas a céu aberto, em Cañaverales, Papayal e San Benito, além de mineração subterrânea em San Juan - esta com potencial de 1,6 bilhão de toneladas. Os trabalhos de sondagem perfuraram até fevereiro 90 mil metros, nas quatro áreas atualmente em exploração. As concessões da MPX somam 66.225 hectares, em 25 quilômetros da Formação Cerrejón.

O presidente da MPX, Eduardo Karrer, disse que não está descartada a possibilidade de que as minas a céu aberto tenham também reservas subterrâneas. Em teleconferência com analistas do mercado financeiro na tarde de ontem, Karrer disse que a empresa vai acelerar a monetização das reservas colombianas explorando inicialmente as minas de céu aberto, mais econômicas.

Karrer também afirmou que a execução dos projetos logísticos previstos pela empresa na Colômbia são "premissas" prioritárias para que sejam levados adiante os demais projetos de mineração. Estão previstas obras para um terminal rodoferroviário, além da construção de um porto na costa colombiana.

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