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MPX quer garantir carvão próprio antes de entrar no mercado livre

RIO - A MPX pretende garantir o suprimento de carvão por fontes próprias antes de começar a vender energia no mercado livre brasileiro. A afirmação foi feita pelo presidente da companhia, Eduardo Karrer, em teleconferência com analistas nesta quarta-feira.

Valor Online |

No terceiro trimestre, a companhia registrou lucro líquido de R$ 28,3 milhões, acumulando R$ 82,5 milhões nos nove primeiros meses do ano.

De acordo com o executivo, não faz sentido expor a empresa ao risco da flutuação de preços de uma commodity como o carvão - matéria-prima das térmicas da companhia - sem a garantia de contratos como os do mercado regulado. Para garantir o suprimento próprio de carvão, a MPX investe em direitos minerários obtidos em março na Colômbia.

"A única maneira de vendermos para o mercado livre será quando controlarmos totalmente a nossa cadeia de suprimentos, com toda estrutura de custos muito bem definida", frisou Karrer, que comemorou a boa posição de caixa da empresa, com R$ 1,8 bilhão.

O executivo revelou que a empresa devolveu em outubro ao governo colombiano as concessões da área de El Paso, na região de Cesar, uma vez que não foi encontrado carvão em volume suficiente para exploração economicamente viável. A devolução causou perdas de US$ 1,5 milhão que serão contabilizadas no balanço do quarto trimestre da companhia.

A MPX se concentra agora nas concessões que possui na região de La Guajira (Correjón Sur Sur), pelas quais pagará o total de US$ 12 milhões em três anos.

"Estamos trabalhando muito duro nesta área e estamos progredindo de acordo com o nosso plano original e de acordo com as nossas expectativas. Assim que tivermos resultados preliminares bem definidos sobre comercialidade, incluindo as minas e a logística, dividiremos isso com o mercado", ressaltou Karrer.

No Brasil, a empresa mantém o foco nas térmicas de Porto de Itaqui, no Maranhão, que terá capacidade para gerar 360 MW e deverá entrar em operação em 2011; e de Pecém 1 e Pecém 2, no Ceará.

Karrer destacou que a unidade maranhense já conta com licenças prévias do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e o órgão estadual de meio ambiente, faltando apenas a licença de instalação, esperada pela empresa para o começo do ano que vem. A MPX comercializou, no leilão de A-5 do ano passado, 315 MW médios da usina, garantindo receita fixa de cerca de R$ 234 milhões a partir de 2012, por 15 anos.

Em Pecém 1, parceria da MPX com a Energias do Brasil, será erguida uma unidade com capacidade para 720 MW, com 615 MW médios já comercializados no leilão de A-5 de 2007, o que garante uma receita de cerca de R$ 443 milhões por 15 anos a partir de 2012. Já Pecém 2, 100% da MPX, negociou 276 MW no leilão A-5 deste ano, com receita de R$ 207 milhões, também por 15 anos, a partir de 2013.

O resultado da empresa, que ainda não tem produção de energia, foi decorrência de resultado financeiro líquido positivo de R$ 56,4 milhões, primordialmente em função de aplicações financeiras de parte do valor captado no IPO e de resultado não-operacional negativo de R$ 4,4 milhões, devido à provisão para perda sobre o valor total do investimento correspondente a sua participação de 66,67% na Termopantanal Participações.

(Rafael Rosas | Valor Online)

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