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MPE pode denunciar mais 2 por cratera no metrô de SP

Mais dois funcionários envolvidos no acidente da futura Estação Pinheiros do Metrô - um do Consórcio Via Amarela e outro da Companhia do Metropolitano - estão na mira do Ministério Público Estadual. Celso Fonseca Rodrigues, coordenador de produção do Via Amarela, e Rogério Castilho, do Metrô, serão ouvidos em breve pela polícia e devem ser denunciados à Justiça.

Agência Estado |

Ontem, a juíza Margot Chrysostomo Corrêa Begossi, substituta da 1ª Vara Criminal do Fórum de Pinheiros, recebeu na íntegra a denúncia contra os 13 acusados, transformando-os em réus no processo criminal por desabamento seguido de homicídio culposo. O acidente ocorreu em 12 de janeiro de 2007.

O promotor Arnaldo Hossepian Júnior disse ontem que os dois novos nomes surgiram enquanto ele redigia a denúncia. "Já solicitei a oitiva dos dois à 3ª Delegacia Seccional em caráter de urgência", afirmou. Hossepian também comentou pela primeira vez o que, na sua opinião, teria levado ao acidente. "Foi excesso de confiança que fez com que determinadas cautelas fossem desrespeitadas." Ao longo de quase dois anos de investigação, disse o promotor, não surgiu nenhum indício de que executivos ou funcionários do Via Amarela tenham sofrido pressões ou mesmo incentivos financeiros para acelerar o andamento da obra.

Apesar de, nesse caso, a pena prevista seja de 1 ano e 4 meses até 6 anos de detenção, Hossepian considera improvável que os eventuais condenados fiquem presos. "Acredito em punições mais brandas, como prestação de serviços à comunidade ou limitação aos fins de semana", comentou. O promotor também vê com preocupação o andamento do processo daqui para frente, uma vez que o prazo de prescrição é curto para alguns dos réus. Um deles, por exemplo, tem mais de 70 anos.

Hossepian disse que o pedido de informações feito à Justiça equatoriana sobre o executivo Fábio Gandolfo, ex-diretor de contrato do Via Amarela que em setembro teve seus direitos constitucionais suspensos pelo presidente do Equador, Rafael Correia, pode ajudar o Judiciário paulista a individualizar eventuais penas.

Em nota, o consórcio disse ver "com serenidade a denúncia Ministério Público e entende que a Justiça é o foro imparcial e adequado para julgar o caso". Ressaltou ainda que colaborou com as investigações. O Metrô, por sua vez, informou que não teve acesso ao processo e, por isso, não comentaria.

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