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MP que autoriza compra de bancos privados visa a garantir liquidez, diz Mantega

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse nesta quarta-feira que não existem bancos quebrando -apesar da medida provisória que autoriza a compra de bancos privados pelos bancos públicos.

Severino Motta - Último Segundo/Santafé Idéias |

 

Acordo Ortográfico

De acordo com ele, as novas regras para o sistema financeiro brasileiro têm o objetivo de ampliar as alternativas para enfrentar a crise.

Mantega participou de coletiva de imprensa junto do presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, nesta quarta-feira. Os dois explicaram detalhes sobre a  Medida Provisória (MP) 443, que autoriza os bancos públicos, como o do Brasil, Caixa, BNDES e o próprio BC, a adquirirem participação em bancos privados, entre outras medidas de reação à crise financeira mundial.

Marcello Casal JR/ABr

Ministro Guido Mantega

"O sistema financeiro brasileiro está sólido. Estamos criando um conjunto de alternativas e instrumentos para não interromper o funcionamento da economia brasileira. Estamos dando mais alternativas", disse. "Não tem banco quebrando, o sistema é sólido", completou Mantega.

Para comprar esses ativos, o governo vai criar a empresa Caixa ¿ Banco de Investimentos, sociedade por ações, subsidiária integral da Caixa Econômica Federal, com a finalidade de explorar atividades de banco de investimento.

De acordo com Mantega, a medida visa garantir a liquidez no sistema financeiro nacional. "Essa modalidade estava vedada, mas diante da situação de falta de liquidez estamos tomando essa medida, pois vai no sentido de facilitar a liquidez e permitir que algumas instituições financeiras que não tenham liquidez tenham essa alternativa de fusão, junção ou alienação para uma instituição financeira pública", disse.

Mantega destacou que essa medida não significa a estatização permanente dos bancos privados que forem adquiridos. Ele também alegou que neste momento não há bancos na mira do governo para a compra e que as interessadas, neste caso, são as instituições privadas com problemas de liquidez.

Assista ao anúncio da Medida Provisória


"Essa medida que permite aos bancos públicos adquirirem privados responde à necessidade do momento. Não é medida permanente. Depois de compradas as instituições, reestabelecido o crédito, a instituição poderá ser revendida no mercado, a preço de mercado", disse. "Ainda não há instituição na mira, são as privadas que devem procurar as públicas. Esse é um interesse do setor privado", completou.

A MP também cria a Caixa-Participações, para que o banco possa ser sócio de empresas de construção civil. A idéia é capitalizá-las para que não sejam interrompidas obras de habitação.

Marcello Casal JR/ABr

Henrique Meireles, presidente do BC

Na coletiva, Meirelles, comentou que a MP também autoriza o Banco Central a fazer operações de swap (contratos que trocam os rendimentos em juros pela oscilação da moeda estrangeira) com moedas estrangeiras de alto nível de aceitação internacional.

Questionado sobre o volume de swap e a moeda, Meirelles disse que neste momento foram criadas as condições legais para a troca das moedas, e que este instrumento só será usado em caso de futuras necessidades.

Apesar dessa autorização, Mantega insistiu que não há problemas específicos ocorrendo com instituições no País. "O sistema financeiro brasileiro está sólido, é um dos mais sólidos do mundo. O que estamos fazendo é criando um conjunto de alternativas e instrumentos para viabilizar a liquididez necessária para não interromper (o ritmo de atividade da economia)."

(*com informações da Agência Brasil)

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