Depois de um ano de investigação, o Ministério Público denunciou nesta segunda-feira oito executivos de sete empresas aéreas por formação de cartel e de quadrilha, segundo informações do Jornal da Globo, da TV Globo.

De acordo com a reportagem, durante dois anos, segundo o Ministério Público, as tarifas cobradas pelas principais companhias aéreas pelo transporte de cargas foram combinadas entre elas de forma ilegal.

Em julho de 2003, o governo federal introduziu o adicional de combustível na composição do preço do frete. Esse componente representa quase 50% da tarifa, mas cada companhia pode fixar o valor que achar melhor. E, em tese, cobrar menos para ser mais competitiva no mercado.

Porém, segundo a TV, os executivos trocavam informações por e-mail, acertavam preços e até as datas em que os novos valores entrariam em vigor. Quem entregou o esquema foi um diretor da companhia alemã Lufthansa, que em troca, ficou fora da denúncia do Ministério Público.

O Ministério Público denunciou um executivo da American Airlines, um da KLM, outro da Air France, dois da ABSA Cargo, um da VarigLog, um da Alitalia e um da United Airlines. 

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