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MP de Manaus faz Petrobras negociar turno com empregados

Por Denise Luna RIO DE JANEIRO (Reuters) - A Petrobras tem até as 19h desta quinta-feira para negociar com os seus empregados da refinaria de Manaus (Reman) uma escala de trabalho que não os obrigue a ficar mais de oito horas na operação da unidade durante uma greve que tem previsão para terminar na sexta-feira.

Redação com Reuters |



De acordo com o procurador do Ministério Público do Trabalho da 11a região (Manaus), Roberto Pinto Ribeiro, cerca de sete empregados da estatal ultrapassaram o limite de horário seguro para a operação da unidade e, depois de denúncia da Federação Única dos Petroleiros (Fup), o MP recomendou que eles fossem para casa.

'A Petrobras explicou que não houve tempo hábil para discutir a escala com os empregados e levou colchões, escovas e pastas de dente para quem quisesse estender o turno. O procedimento estava errado e nós orientamos para liberar os empregados', explicou à Reuters o procurador.

'Ela (Petrobras) pediu para eles ficarem...em momento nenhum ela tentou impedir se eles quisessem sair, mas há um temor reverencial que tem o empregado temendo represália', completou.

A Fup convocou na terça-feira uma greve de 48h a partir de quinta-feira como prévia de um movimento maior que deve acontecer em 5 de agosto se a Petrobras não fizer nova oferta para aumentar o valor da participação dos empregados nos lucros da companhia.

Ribeiro disse que em Manaus a greve teve pouca adesão, segundo dados informados a ele por sindicalistas locais, e dos 2 mil empregados da refinaria apenas cem teriam cruzado os braços.

'Sugeri que eles negociassem entre eles, e se não der certo vamos servir de intermediadores', afirmou Ribeiro.

Ele descartou qualquer caracterização de cárcere privado, como vem sendo divulgado pela Fup, e ressaltou que a Petrobras tem demonstrado vontade de negociar para garantir a normalidade das suas operações.

Procurada, a assessoria da Petrobras informou que desconhece a acusação, e que que pode estar ocorrendo um atraso na troca de turnos nas refinarias. Além disso, a empresa afirma que o movimento grevista está fraco e que a produção não sofrerá prejuízos.


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