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Motoristas deitam na pista e enfrentam PM na Marginal

Caminhoneiros protestaram ontem contra as restrições impostas à circulação de caminhões e chegaram a bloquear o principal corredor de tráfego de São Paulo. Cerca de cem veículos, segundo a Polícia Militar, saíram de quatro pontos da cidade e se encontraram no Complexo do Anhembi, na zona norte.

Agência Estado |

Os manifestantes bloquearam o trânsito nas Marginais do Pinheiros e do Tietê e complicaram o trânsito na capital, além de enfrentar a PM. À noite, no horário de pico, a Tietê chegou a registrar 7 km de congestionamento.

À tarde, eles bloquearam por duas vezes a pista sentido Lapa da Marginal do Tietê, se deitando no asfalto. A PM dispersou a manifestação com gás de pimenta. Houve confusão e dois caminhoneiros foram agredidos com cacetetes. Ricardo Ferreira da Cunha, de 69 anos, sofreu escoriações na barriga, braço e costas. A PM informou que fez o necessário para desbloquear a via. Outro grupo, que seguia pela Marginal do Pinheiros, também chegou a fechar trechos da via, obrigando a PM a intervir.

Parte dos caminhoneiros, cerca de 30, ainda estava diante do Anhembi às 21 horas. Dali, esse grupo pretendia fazer novas carreatas pelo centro. Por volta de 20 horas, no entanto, eles conseguiram a confirmação da Secretaria Municipal de Transportes de que serão recebidos pelo secretário Alexandre de Moraes às 16 horas de amanhã, e desistiram da manifestação durante a noite e a madrugada.

Alguns representantes da categoria também garantiram que não haverá novas manifestações hoje. Uma reunião, na sede do Sindicato de Carga Própria, ocorre às 7 horas de hoje e decidirá quais entidades de caminhoneiros participarão da reunião com o governo.

Os caminhoneiros seguiriam para a Prefeitura já na tarde de ontem, mas foram impedidos pela PM, antes da Ponte da Vila Guilherme, quando se dirigiam ao Anhembi.

Durante os discursos dos sindicalistas, o prefeito Gilberto Kassab foi chamado de "vagabundo". Um dos motoristas defendeu novos protestos em frente da casa de Kassab. Willamis de Alencar, da Associação das Empresas de Terraplenagem, falou em realizar novos protestos no centro, caso as reivindicações da classe não sejam atendidas. "Sabemos do risco de sermos multados, mas precisamos trabalhar", disse.. Na reunião de amanhã, os caminhoneiros pedirão para circular a partir das 7 horas, e não após as 10 horas, como prevê o decreto.

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